Qual o calendário dos sonhos para o Mundial de Endurance?

Última prova da ACO na pista foi em 2008. (Foto: Divulgação)

Última prova da ACO na pista foi em 2008. (Foto: Divulgação)

A organização do WEC, divulgou nesta semana o calendário para a temporada 2017 do Mundial de Endurance. Desde que surgiu em 2012, uma das políticas da ACO foi a estabilidade. Sem mudanças nas pistas, se criou uma cultura nos países sedes.

Se tínhamos nos primeiros anos Sebring e Interlagos, esta última não sendo renovada por conta dos problemas financeiros do promotor Emerson Fittipaldi, Nurburgring e México se mostraram boas para a disseminação da série.

O Circuito das Américas, presente na competição desde 2013, que entrou no lugar de Sebring também se mostrou benéfico para a série, o que nem sempre é para os fãs e imprensa

O uso dos circuitos projetados por Herman Tilke, é um mal necessário. No calendário teremos três projetados do zero (COTA, Bahrain e Shanghai) e um reformulado de forma altamente discutível (Hermanos Rodríguez).

Por outro lado, a troca dos testes oficiais de Paul Ricard por Monza, abre a possibilidade da realização de uma prova no traçado italiano. A última vez que Monza teve uma competição oficial da ACO foi em 2008 em uma prova de 1000km vencida pela Peugeot, válida pela Le Mans Series. Pelo Intercontinental Le Mans Cup, em 2011 foi disputada uma das etapas em Imola. Tendo Silverstone, SPA, Le Mans, Nurburgring e quem sabe Monza no futuro, Qual pista clássica faz falta no atual certame do WEC?

Na história do Endurance, o ano de 1970 pode ser considerado um dos mais interessantes. Ali surgia o mítico Porsche 917, vencedor das 24 horas de Le Mans, e a rivalidade com a Ferrari, que chegou a ser retratada no filme “Le Mans” com Steve McQueen.

Além da grande corrida em Le Mans naquele ano, o calendário do World Sportscar Championship, levava o termo Endurance a um patamar que não encontramos nos dias de hoje. Se temos uma única prova de 24 horas, naquele ano e nos seguintes, Daytona também se fazia presente.

Sebring com suas tradicionais 12 horas, Nurburgring no traçado antigo e Targa Flória. Com o passar dos anos alguns circuitos foram adicionados, excluídos, mas a base era sempre a mesma.

O atual WEC tenta resgatar isso. Evidente que não teremos uma prova nos moldes de Targa Florio ou Daytona com suas 24 horas. A reforma que está ocorrendo em Red Bull Ring, com o aumento das instalações vai ressuscitar a primeira parte do antigo traçado. É uma possibilidade para o WEC no futuro.

A última corrida no antigo traçado, chamado de Osterreichring foi em 1987. Conta hoje com 4.326 km de extensão, devendo chegar à 5,4 km, após as obras que ficam prontas no próximo ano.

Nos anos 70, Daytona, Sebring e Watkins Glen faziam parte do calendário. Equipes e pilotos e fãs já cobram a volta de Sebring ao calendário, por seu valor histórico e é claro os desafios que o traçado esburacado dá para carros e pilotos.  Em 2013, os argumentos da ACO, foram a falta de estrutura do circuito para a realização da prova. Boxes pequenos, e é claro a falta de um tapete como nos circuitos europeus.

E para você qual pista falta? Que pista é sinônimo de Endurance?

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6 anos ago
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Written by Fernando Rhenius
Jornalista MTb 6873/SC, formado pela Universidade do Vale do Itajaí - Univali. Mantem o site Bongasat.com.br desde 2009 de forma independente. Acredita que a informação, precisa ser divulgada de forma rápida, para que o leitor possa criar seu ponto de vista, e fugir de "especialistas" que povoam a imprensa automobilística no pais.

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