Ford prioriza Mustang na IMSA e descarta programa GTP em tempo integral
A Ford Performance definiu sua estratégia para os próximos anos no automobilismo de resistência, priorizando a robusta presença do Mustang nas pistas norte-americanas. Mark Rushbrook, diretor global da Ford Racing, confirmou que a marca não possui planos para um programa integral na classe GTP (Hypercar) da IMSA em um futuro próximo. Segundo o executivo, o atual ecossistema da fabricante no WeatherTech SportsCar Championship já atende plenamente aos objetivos de marketing e competição da empresa.
O sucesso do Ford Mustang nas pistas americanas
Atualmente, a Ford mantém uma operação de fábrica com o Mustang GT3 EVO na classe GTD Pro, além de oferecer suporte a diversas equipes clientes nas categorias GT3, GT4 e na série monomarca Mustang Challenge. Rushbrook destaca que o volume de carros em pista na IMSA é impressionante. Em eventos recentes, como Sebring e Laguna Seca, a marca chegou a alinhar mais de 30 veículos em um único fim de semana.
Essa onipresença reforça a identidade do Mustang como um carro de corrida acessível e competitivo para diferentes níveis de pilotos. “Não há necessidade de ampliar nossa presença na IMSA além do que já conquistamos com o Mustang”, afirmou o diretor. Ele ressalta que a série americana oferece o cenário ideal para a demonstração das capacidades do “pony car” como equipe de fábrica.
Estratégia distinta para o WEC e Le Mans
Enquanto a IMSA permanece como o território do Mustang, o novo programa Hypercar da Ford, baseado no chassi LMDh da ORECA, terá foco quase exclusivo no Campeonato Mundial de Endurance da FIA (WEC). O objetivo central desta iniciativa é a busca pela vitória geral nas 24 Horas de Le Mans, honrando a história da marca na mítica prova francesa.
Diferente do que ocorre nos Estados Unidos, a Ford não pode competir como equipe oficial de fábrica na classe GT do WEC, o que torna o programa Hypercar a única via para uma operação direta da marca no mundial.
Possibilidade de estreia em Daytona em 2028
Embora o foco imediato para 2027 seja a homologação e o desenvolvimento do protótipo para o WEC. Rushbrook mantém as portas abertas para participações pontuais em solo americano. Questionado sobre a Michelin Endurance Cup, que engloba provas icônicas como as 24 Horas de Daytona e as 12 Horas de Sebring, o executivo admitiu que tais exibições podem ocorrer a partir de 2028 ou 2029.
Contudo, uma entrada em 2027 está oficialmente descartada, uma vez que todos os esforços estarão concentrados na temporada de estreia no cenário global.
A Saúde das categorias de protótipos
Apesar da saída temporária de algumas fabricantes da classe GTP na IMSA, a Ford demonstra confiança no futuro do esporte. Enquanto o WEC deve contar com nove fabricantes na classe principal em 2027, a IMSA projeta um grid mais enxuto. Com nomes como Aston Martin, BMW, Cadillac e Porsche.
Para Rushbrook, o automobilismo de carros esportivos vive um momento de recordes de público e engajamento. O executivo minimiza preocupações sobre o número de competidores em categorias específicas. Além disso, reitera que o esporte como um todo permanece saudável e atraente para marcas e fãs ao redor do mundo.
