ALMS Lime Rock–Dyson Racing vence com uma boa dose de sorte.

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Deveria existir uma lei. Toda categoria devia ter pelo menos uma rodada no pequeno circuito de Lime Rock. Nos últimos anos qualquer tipo de campeonato encontra neste estreito traçado a emoção que grandes pistas não oferecem (F1 que o diga). Mesmo com um número reduzido de protótipos tendo apenas três na LMP1 e acorrida não ser tão emocionante a equipe Dyson tinha 66% de chances de vencer e soube aproveitar esta chance mesmo não tendo o melhor carro. Mesmo marcando a pole e começando a prova na liderança nitidamente o Aston Martin da Muscle Milk era rápido, mas a quantidade de carros atrapalhando e principalmente o bom braço de Chris Dyson e G. Smith evitando as investidas da equipe o leite.

Mesmo com a ajuda do trafego os últimos resultados da Dyson Racing mostram mesmo com um grid reduzido de protótipos que a equipe e a Mazda estão acertando em dedicar mais investimentos na ALMS do que na Rolex. Já na classe GT a briga foi acirrada do começo ao fim mesmo com um acidente logo no começo envolvendo a BMW #55 e um desastre total a equipe Corvette que acabou tendo os dois carros danificados além de uma das Ferrari da equipe Extreme Speed. Ver os quatro carros sendo concertados em um curto espaço de tempo da um inveja já que para nós “mortais” uma simples troca de disco de freio leva um dia. Muito provavelmente este é o último ano da BMW com apoio oficial na categoria já que em 2012 todo o dinheiro e estrutura será investido na DTM. Se não e ainda com a criação do novo campeonato mundial de endurance seria uma pena o time alemão lagar o osso logo agora.

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#63 venceu entre os FLM

Ao contrário da LMS aonde a Porsche não encontrou seu rumo ainda em solo americano a coisa é outra. O tráfego ajudou a BMW mas a Porsche não só da FlyingLizard como o da Team Falken estavam muito próximos e por diversas vezes ameaçaram o primeiro colocado conquistando o segundo e terceiro. Outro bom resultado foi o Ford GT da equipe Robertson Racing com um quarto lugar. A decepção ficou pelo fraco desempenho da equipe Rizzi do nosso brasileiro Jaime Melo. A Ferrari #62 chegou a ficar entre os ponteiros mas perdeu rendimento e acabou desistindo. Aquela desculpa de que a Ferrari é um projeto novo ainda em desenvolvimento é conversa furada. Basta ver as equipes equipadas com o bólido na LMS. Outra decepção foi a equipe Jaguar o #99 dos brasileiros Cristiano da Matta e Bruno Junqueira chegou a 38 voltas do primeiro colocado enquanto o #98 não completou a prova.

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BMW #56 vence na GT e Porsche #68 da equipe TRG na GTC

Fazendo uma comparação com as equipes da Europa a ALMS parece não ter saído daquela crise que se arrasta desde 2009 com poucas equipes e orçamento limitado. As únicas classes que tem mostrado um crescimento são as duas monomarcas. Na classe LMPC o #63 da Genoa Racing conquistou a vitória chegando a pouco mais de 2 segundos para o carro da equipe Core Autosport. Já na GTC a vitória ficou com o #68 da equipe TRG. A próxima etapa será daqui a 2 semanas no circuito de Mosport no Canadá. Com suas longas retas o Aston Martin da Milk deve levar uma grande vantagem.

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Equipe Robertson Racing – Sem dúvida o melhor ano da equipe. Passou de apenas mais um nos últimos anos para uma das favoritas a vitória. O que falta é profissionalizar seus pilotos. O #04 dos pilotos Anthony Lazzaro e David Murry prova que a equipe está no caminho certo

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Equipe Falken – Outro bom exemplo de como a coisa anda quando se investe. Presente a vários anos na categoria primeiro com Ford e nos últimos anos com Porsche a equipe dos pneus nesta temporada tem andado junto com a Flying Lizard.

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Corvette Racing – Melhor exemplo de dedicação e estrutura não há. A imagem dos dois carros voltando para os boxes batidos e desalinhados iria desanimar o mecânico mais experiente. A equipe já pronta arrumou tudo em tempo recorde. Mesmo voltando nas últimas posições não desistiram.

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Equipe Rizzi – Triste o desempenho de uma das melhores equipes do ALMS. O bom trabalho de Jaime Mello não conseguiu levar o carro até o final da corrida. Isso que ela tinha “apenas” 2:45 de duração. E quando virem Petit Le Mans ou um traçado mais rápido do que Lime Rock? A desculpa de que o carro está em desenvolvimento não cola, já que os duas Ferrari da Extreme completaram a prova sem quebrar.
Published
10 anos ago
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Written by Fernando Rhenius
Jornalista formado pela Universidade do Vale do Itajaí - Univali. Mantem o site Bongasat.com.br desde 2009 de forma independente. Acredita que a informação, precisa ser divulgada de forma rápida, para que o leitor possa criar seu ponto de vista, e fugir de ostracismos e "especialistas" que povoam a imprensa automobilística no pais.

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