Os pneus estariam influenciando o rendimento da Aston Martin no WEC?

Seriam eles os culpados? (Foto: FIAWEC)

Seriam eles os culpados? (Foto: FIAWEC)

Das equipes que competem na classe GTE-PRO do Mundial de Endurance, a Aston Martin é a que mais está sofrente com o BoP (balanço de performance) desde as 24 horas de Le Mans.

Seu melhor resultado até agora no WEC foi a vitória na segunda etapa em SPA, desde então vem tomando um passeio das equipes AF Corse com Ferrari e da Porsche com seu 911. Se o BoP é um instrumento (muito questionável) que deveria igualar ou pelo menos dar chances para todos os carros, na prática vem favorecendo somente Ferrari e Porsche.

Mas qual a real causa do fraco desempenho da Aston Martin, principalmente comparada a temporada 2014 aonde venceu 2 corridas na classe GTE-PRO e 7 na GTE-AM? Um dos fatores levantados por especialistas são os compostos de pneus utilizados pela equipe, principalmente na classe PRO.

Mesmo com mudanças no restritor de ar que a equipe teve que fazer após Le Mans, o desempenho não justifica, principalmente se levarmos em conta o desempenho do carro. Após a grande clássica nenhum dos Aston consegue se aproximar dos ponteiros da classe.

Na classe GTE-PRO todos os carros competem com pneus da Michellin, aonde cada equipe pode escolher o composto que mais lhe convém em cada prova. A Porsche ao contrário das demais equipes vem realizando testes, aonde os pneus são os principais componentes a serem testados.

Desde então a equipe alemã vem tendo um aumento de desempenho. Coincidência ou não foi a Porsche mostrar um melhor desempenho a Aston começou a perder rendimento. De acordo com o site dailysportscar, membros da Porsche confidenciaram que realmente existem testes, dentro das regras, porém não quis confirmar se os pneus são testados conforme a imprensa europeia afirma.

Já a Ferrari nega que tenha recebido pneus diferentes dos entregues a Aston Martin e Porsche após a corrida de Nurburgring (desde então foram 3 vitórias para a Porsche e 1 para a Ferrari). O fator do único carro com motor dianteiro ser o modelo inglês não estaria contribuindo para a falta de performance?

Etapa GTE-PRO GTE-AM
Silverstone 4º lugar #95 Vitória #98
SPA Vitória #99 Vitória #98
Le Mans 4º lugar #95 Nenhum carro completou
Nurburgring 4º lugar #95 2º lugar #98
COTA 4º lugar #99 5º lugar #98
Fuji 5º lugar #95 2º lugar #98
Xangai 5º lugar #99 2º lugar #98

Enquanto isso na classe AM, os sucessos da Aston Martin são muito melhores do que os da PRO. Os compostos da classe não são os mesmos da PRO o que poderia explicar a diferença de desempenho.

O combustível também poderia ser um fator. Enquanto na classe PRO cada Vantage V8 pode levar até 85 litro, na AM este número sobe para 95. A restrição que o tempo pit stop é definido por um restritor de fluxo de combustível. A AMR, portanto, têm uma penalidade de tempo equivalente ao tempo que 10 litros de combustível.

Essa desvantagem deve desaparecer na próxima temporada com planos de equalizar o tempo de parada dos carros GTE, bem como o BoP também passar para os compostos de pneus.

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7 anos ago
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Written by Fernando Rhenius
Jornalista MTb 6873/SC, formado pela Universidade do Vale do Itajaí - Univali. Mantem o site Bongasat.com.br desde 2009 de forma independente. Acredita que a informação, precisa ser divulgada de forma rápida, para que o leitor possa criar seu ponto de vista, e fugir de "especialistas" que povoam a imprensa automobilística no pais.

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