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IMSA e SRO definem regulamento para teste de BoP em Daytona

A IMSA e o SRO Motorsports Group realizarão o primeiro teste conjunto de Balance of Performance (BoP) em dezembro, no lendário circuito de Daytona International Speedway. John Doonan, presidente da IMSA, confirmou que todos os veículos da categoria GT3 acelerarão sob as especificações técnicas da IMSA.

O ensaio colaborativo está agendado para os dias 12 e 13 de dezembro. Pela primeira vez, os departamentos técnicos das duas maiores entidades do automobilismo de grã-turismo unirão forças.

A definição das regras era um ponto crucial para as equipes. Atualmente, os carros da categoria GTD Pro e GTD do IMSA WeatherTech SportsCar Championship utilizam sensores de torque no eixo motriz e pneus Michelin. Por outro lado, as competições organizadas pelo SRO funcionam sem sensores de torque e utilizam pneus Pirelli.

Em entrevista ao portal Sportscar365 durante a etapa de Road America, Doonan encerrou as dúvidas sobre a configuração dos bólidos.

“Nós nos preparamos para as 24 Horas de Daytona. Portanto, os carros correrão de acordo com o regulamento da IMSA”, afirmou o dirigente. “A equipe do SRO possui um excelente processo de trabalho e seus engenheiros atuarão em conjunto com os nossos.”

Metodologia inspirada no teste de Paul Ricard

O formato do treino coletivo em Daytona adotará uma estrutura rigorosa, similar ao teste anual do SRO em Paul Ricard, na França. Consequentemente, a presença de ao menos um carro de cada fabricante homologado na classe GT3 será obrigatória.

Para garantir a neutralidade dos dados, pilotos contratados sem vínculo direto com montadoras assumirão o volante de todos os modelos. Além disso, a coleta de telemetria cobrirá uma ampla gama de parâmetros técnicos:

  • Pneus: análise de compostos novos, usados e desgastados em stints únicos.

  • Geometria de chassi: medição e ajustes de cambagem, caster e altura da suspensão.

  • Aerodinâmica e Eletrônica: variação de carga das asas, mapas de motor e níveis do controle de tração.

Doonan ressaltou que esse ecossistema controlado beneficia sobretudo os fabricantes que lançam modelos inéditos ou pacotes de atualização (Evo). Dessa forma, a organização busca equiparar o grid antes do início oficial da temporada.

Parceria estratégica entre IMSA e SRO

A cooperação entre as entidades reflete um momento de alinhamento sem precedentes no esporte a motor global. Historicamente, o SRO exige que modelos novos completem um ciclo de testes antes de disputarem provas de grande porte, como as 12 Horas de Bathurst.

Com o teste em Daytona, Stephane Ratel, fundador do SRO, enxergou a oportunidade de coletar novos dados analíticos ao lado da equipe técnica liderada por Claude Surmont.

Apesar da colaboração técnica, Doonan reforçou que a IMSA manterá suas diretrizes operacionais. Ou seja, não haverá alterações de BoP ao longo dos finais de semana de corrida, prática comum nas séries do SRO.

“Não aplicamos mudanças de BoP no decorrer de um evento e não prevejo alterações nessa abordagem”, esclareceu Doonan. “Contudo, como os carros são idênticos em sua base, ambos os lados podem extrair aprendizados valiosos para o fortalecimento do esporte”, finalizou.