Porsche faz dobradinha na quarta sessão do Roar em Daytona

A Porsche mostrou força e liderou a quarta sessão de treinos do Roar na tarde deste sábado, 20, em Daytona. O piloto Phil Hanson do 963 LMDh da JDC-Miller MotorSports marcou 1:35.216. O tempo foi mais rápido do que o de Pipo Derani na sexta-feira, 19, por um milésimo de segundo.

O melhor tempo de Hanson tirou Neel Jani do Porsche #5 da Proton Competition do primeiro lugar, mas o tempo do piloto suíço de 1:35.329 foi suficiente para terminar a sessão como o segundo mais rápido.

Em terceiro o BMW M Hybrid V8 #25 de Connor De Phillippi, seguido por Sebastien Bourdais no #01 Chip Ganassi Racing Cadillac V-Series.R e Tom Blomqvist no Cadillac #31 Action Express Racing.

Tempos da quarta sessão 

Jesse Krohn foi o próximo no segundo BMW, enquanto o mais rápido da Wayne Taylor Racing, o carro #10, foi o sétimo nas mãos de Brendon Hartley. Além disso, os dois Penske Porsches terminaram a sessão em oitavo e décimo lugares.

A classe LMP2

Na LMP2, Ben Keating estabeleceu o ritmo a bordo do #2 da United Autosports com 1:39.047. O que significa que ambos os carros que o texano deverá correr no próximo fim de semana lideraram suas respectivas classes.

Paul di Resta fez uma dobradinha para o United no carro #22, 0,047 segundos atrás de Keating, enquanto Connor Zilisch deu um salto tardio para o terceiro lugar no #18 da Era Motorsports.

A Porsche conquistou as três primeiras posições na categoria GTD. Com Klaus Bachler liderando o Porsche 911 GT3 R #86 da MDK Motorsports com um melhor tempo de 1:45.799.

Em seguida foram Trent Hindman no carro #92 Kellymoss e Frederic Makowiecki no carro #120 da Wright Motorsports. Assim, o melhor dos carros da classe GTD Pro e o quarto lugar entre os carros GTD em geral foi o #23 do Heart of Racing. No qual Mario Farnbacher estabeleceu o tempo de 1:46.066.

O segundo e o terceiro na classe foram para a dupla de novos Ford Mustang GT3 inscritos pela Ford Multimatic Motorsports, Mike Rockenfeller no carro #65, liderando o carro irmão #64 de Dirk Mueller.

Por fim, dois carros da classe, o Chevrolet Corvette Z06 GT3.R #3 e o Lamborghini Huracan GT3 Evo2 #60, não conseguiram definir tempos de volta. Com o Corvette relatando problemas elétricos em ambos os seus carros GTD Pro. Earl Bamber completou apenas quatro voltas a bordo do Corvette #4.

Testes preparatórios para Daytona iniciarão em dezembro

Nos dias 6 a 9 de dezembro ocorrerão testes oficiais da IMSA no circuito de Daytona, visando a temporada 2024 do WeatherTech SportsCar Championship. Diversas equipes já confirmaram suas participações, número que chega a aproximadamente 30 carros.

Além do tempo geral de testes, a IMSA está reservando sessões específicas na pista para avaliar melhor o desempenho de todos os carros que competirão nas quatro classes (GTP, LMP2, GTD Pro e GTD) em 2024.

Além disso, o teste que acontecerá em dezembro, será o único antes dos testes oficiais que ocorrerão nos dias 20 a 22 de janeiro. As 24 Horas acontecem entre 26 e 29 de janeiro. 

O primeiro dia de testes será exclusivo para as duas classes de protótipos, enquanto os carros GTP com motor híbrido se preparam para sua segunda temporada e a LMP2 espera um crescimento nas inscrições em 2024. Estão programadas duas sessões de 3,5 horas.

O segundo dia será aberto a todas as quatro classes para testes gerais, com duas sessões diurnas e uma sessão noturna de três horas em pauta. Assim, os dois últimos dias de teste estão reservados para as duas classes GT, com testes de desempenho gerais.

Muitas novidades para 2024 em Daytona

Michelin testará nos pneus para 2024. (Foto: Michelin)

Aliás, vários fabricantes estão introduzindo novos modelos com especificações GT3. Ou atualizações evo nos modelos atuais para 2024, com este teste permitindo que a IMSA avalie seu desempenho junto com os modelos que retornam.

Além disso, o teste de Daytona permitirá que as equipes GTD Pro e GTD se familiarizem com o novo pneu Michelin, o Pilot Sport Pro, que será utilizado por todos os competidores dessas classes a partir de 2024.

Contudo, haverá duas sessões de testes em cada um dos dois dias finais para os carros GT.

“Este será um dos testes sancionados mais extensos que a IMSA realizou nos últimos anos”, disse o presidente da IMSA, John Doonan.

“O impulso que continuamos a construir nesta temporada no Campeonato WeatherTech será transferido para a próxima, começando com o teste de dezembro em Daytona”.

“Será importante para a IMSA à medida que avançamos para a estrutura de quatro classes, com participação recorde contínua de equipes e fabricantes”. 

“E o teste será igualmente importante para as equipes e pilotos que usam o valioso tempo de pista para estarem melhor preparados quando retornarem em janeiro para o Roar e as 24 Horas”, finaliza.

 

Daytona contará com a participação das equipes Racing Team Turkey e TF Sport

(Foto: Divulgação)

Daytona marca a estreia do pilotos regulares do Racing Team Turkey, Salih Yoluç e Charlie Eastwood, que se juntarão ao campeão Mundial de Endurance Phil Hanson, e ao vencedor da corridas do ELMS, Juan Manuel Correa. 

Assim, tendo competido nas 24 Horas pela primeira vez em 2021, Salih Yoluç retorna à corrida. Mas desta vez, com sua equipe vencedora do campeonato e uma escalação de pilotos competentes para buscar a vitória na classe LMP2. Nesse sentido, o evento começará  com a corrida de qualificação, o Roar. De 20 a 22 de janeiro, seguido pela edição de 2023 da corrida entre os dias 28 a 29 de janeiro.

É ótimo voltar aos Estados Unidos, não apenas com a entrada na classe GTD, mas também com o Racing Team Turkey na LMP2. Provamos o que podemos fazer no cenário europeu e, com uma escalação super forte, não tenho dúvidas de que lutaremos pela vitória, disse Tom Ferrier, Diretor de Esportes da TF Sport.  

“Este evento é extremamente importante para mim. Pessoalmente, conquistar a tríplice coroa do enduro mundial, com as 24 Horas de Le Mans e as 24 Horas de Spa, é um dos meus dois grandes objetivos nas corridas, e este evento será muito especial por ser a primeira prova de 24 horas da  Racing Team Turkey”, finalizou o piloto Salih Yoluç.     

TF Sport também estará em Daytona

(Foto: Divulgação)

Desta vez, o TF Sport estará apoiando o Team TGM,  que terá os pilotos  Ted Giovanis, Hugh Plumb, Matt Plumb e Owen Trinkler. Eles estarão no Aston Martin Vantage GT3 na classe GTD. 

Tendo competido anteriormente com carros da Porsche, marcará a estreia da equipe com um Aston Martin. A mudança para a marca britânica está sendo apoiada por vários vencedores das 24 Horas de Le Mans e pelo recém-coroado campeão Mundial de Endurance na classe GTE-Am. A TF Sport.

Por fim, a TF Sport buscará melhorar seu sétimo lugar. Conquistado em sua estreia no circuito no ano de 2021 com Ben Keating, Max Root, Charlie Eastwood e Richard Westbrook.

 “Estamos muito empolgados em fazer parceria com o Team TGM . É um evento incrível e esperamos que nosso conhecimento do Aston Martin GT3 possa ajudá-los a alcançar um ótimo resultado e aproveitar sua mudança para uma marca fantástica”, disse Tom Ferrier. 

Acura lidera primeiro treino do ROAR

(Foto: Divulgação)

Protótipos Acura dominaram a primeira sessão de treinos, o ROAR, testes oficiais para as 24 Horas de Daytona, na tarde desta, sexta-feira, 21. A equipe Wayne Taylor Racing foi a mais rápida. O piloto Ricky Taylor fez um tempo de 1:35.309 ao volante do Acura ARX-05 #10. Oliver Jarvis ficou em segundo lugar com o tempo de 1:35.602 no Acura #60 da Meyer Shank Racing .

A dupla de Cadillac DPi-V.Rs da Chip Ganassi Racing terminou em terceiro e quarto, com Sebastien Bourdais rodando 0,633 segundos atrás de Taylor em terceiro e Kevin Magnussen em quarto, dois centésimos de segundo atrás de seu companheiro de equipe.

O co-piloto de Magnussen, Alex Lynn, inicialmente ficou em terceiro, mas foi ultrapassado por uma melhoria de Bourdais aos 45 minutos finais do treino. Kamui Kobayashi foi quinto no Cadillac #48 Action Express, à frente de Tristan Nunez, da JDC-Miller Motorsports, e Pipo Derani, piloto da Action Express.

Classificação ROAR 1 

A primeira das quatro sessões de treinos do Roar incluiu duas bandeiras vermelhas que marcaram um longo período de bandeira verde no meio. Uma paralisação do  #26 no Duqueine da Muehlner Motorsports em sua volta de saída dos boxes, causou a primeira bandeira vermelha, paralisando o treino em 11 segundos. 

A segunda intervenção curta ocorreu a 11 minutos do fim, quando um pneu bloqueou a entrada do pit lane.

 Na classe GTD-Pro, o Lamborghini Huracan GT3 da TR3 Racing, ficou com as duas primeiras posições. Marco Mapelli foi o piloto mais rápido com o tempo 1:46.829. O melhor piloto da classe GTD foi Jan Heylen no Porsche 911 GT3 R da Wright Motorsports.

Giedo van der Garde estabeleceu o melhor tempo na classe LMP2, com o Oreca da Racing Team Nederland O holandês  marcou 1:36.262 com o #29. A LMP3 foi liderada por Garett Grist, que registrou um tempo de 1:43.413 no #38 Performance Tech Motorsports. 

Sven Müller substitui Mathieu Jaminet na RWR Eurasia para as 24 Horas de Daytona

Equipe correrá com um Ligier na classe LMP2. (Foto: Divulgação)

Vencedor das 24 horas de Dubai no início deste mês, Mathieu Jaminet iria competir nas 24 Horas de Daytona pela equipe RWR Eurasia. Nesta terça-feira, 26,o piloto anunciou que não disputará a prova pois testou positivo para COVID-19. Embora assintomático e sentindo-se bem de saúde, ele não pôde viajar para os EUA.

Em seu lugar assume Sven Müller, piloto de fábrica da Porsche O piloto alemão se juntará ao #51 com Austin Dillon, Cody Ware e Salih Yoluç.

“Obviamente, estou muito desapontado por não correr em Daytona, mas estou com boa saúde e se alguém tivesse a oportunidade na minha ausência, o meu bom amigo e companheiro de equipe Sven seria a minha escolha número um,” afirmou Mathieu. “Estarei assistindo e tenho certeza de que RWR Eurasia fará uma boa corrida”, explicou

A equipe disputará a prova com um Ligier na classe LMP2.

JDC-Miller Motorsports lidera terceiro treino em Daytona

(Foto: Divulgação)

Os protótipos Cadillac continuam dominando o ROAR, evento oficial para as 24 Horas de Daytona. Tristan Vautier liderou a terceira sessão com o DPi #5 com o tempo de 1:35.710, tempo 0,289 segundos à frente do segundo lugar Oliver Jarvis pela Mazda #55. 

Pipo Derani teve o terceiro melhor tempo com o Cadillac #31 da Action Express Racing, seguido por Renger van der Zande da Chip Ganassi Racing, que liderou grande parte da sessão.

Sessão 2

Sessão 3 

Charles Milesi assumiu a liderança na classe LMP2 para o Racing Team Nederland marcando 1:37,366. Tristan Nunez foi o segundo mais rápido, mas a 0,466 segundos do primeiro colocado com o Oreca WIN Autosport. Nicolas Lapierre acabou em terceiro com o LMP da PR1/Mathiasen Motorsports.Rinus VeeKay, ficou em quarto lugar com o #81 da DragonSpeed.

Na classe GTLM, Nick Tandy foi o mais rápido com o Corvette #4, marcando 1:45.458. Tempo superior a todos os protótipos LMP3. Jordan Taylor no Corvette #3 ficou em segundo, seguido por Timo Glock no  BMW #25.

Entre os LMP3, o melhor tempo foi de  Colin Braun da CORE autosport CORE. A Riley Motorsports de Jeroen Bleekemolen e Oliver Askew completando os três primeiros.

A Ferrari liderou a classificação na classe GTD. Daniel Serra com o #21 da AF Corse Laurens Vanthoor foi o segundo com o  Porsche 911 GT3 R da Pfaff Motorsports, enquanto Rolf Ineichen da GRT Grasser Racing Team foi terceiro na Lamborghini Huracan  #111.

TF Sport com Aston Martin em Daytona

(Foto: Divulgação)

A TF Sport confirmou nesta quinta-feira, 10, que competirá nas 24 Horas de Daytona 2021 na classe GTD. O piloto Ben Keating terá a companhia Charlie Eastwood, Richard Westbrook e Maxwell Root. 

Com sede no Reino Unido, a equipe tem planos de competir integralmente na  IMSA no futuro. Após a vitória na classe  do GTE-Am nas 24 Horas de Le Mans deste ano, a TF Sport está confiante em competir nos EUA. Os trabalhos começam no “Roar Before the Rolex 24” entre os dias 22 a 24 de janeiro, com a prova marcada para acontecer no dia 30 de janeiro.

“Estamos muito felizes por ter a oportunidade de correr neste evento fantástico! Obrigado a todos os parceiros envolvidos, Total, Rain X, Wynn’s e Matter, por tornar isso possível. Temos uma equipe fantástica e uma boa formação de pilotos, por isso esperamos poder trazer um troféu para casa!”, Tom Ferrier, Dono da Equipe

“Sou amigo do Tom desde sempre, mas esta será a primeira vez que corro pela TF, então vai ser estranho ter ele como  meu chefe! A equipe tem se saído muito bem nos últimos anos e com a atual formação e com o time com certeza buscaremos a vitória. O que torna Daytona especial é a atmosfera, é a primeira corrida do ano, então todos estão ansiosos para começar de novo!”, comemora o piloto Richard Westbrook. 

Eurasia competirá nas 24 Horas de Daytona

(Foto: Divulgação)

A equipe Eurasia Motorsports confirmou nesta sexta-feira, 27, que alinhará um protótipo LMP2, nas 24 Horas de Daytona, bem como em todas as etapas do Michelin Endurance Cup e IMSA LMP2 Championship.

Com bases no Circuito de Sepang na Malásia e no Clark International Circuit nas Filipinas, a Eurasia Motorsport está se juntando à Rick Ware Racing e BAM Motorsport em seu programa 2021 nos EUA.

A equipe passará a se chamar RWR Eurasia. A Rick Ware Racing fornecerá uma base nos Estados Unidos para a equipe, bem como apoio logístico e de pessoal, enquanto a entrada será gerenciada pelo projeto de um colaborador de longa data da Eurasia, BAM Motorsport Management.

O atual campeão da Asian Le Mans Series, Cody Ware, vai liderar o time de pilotos, com co-pilotos sendo confirmados nas próximas semanas.

“Este é um novo empreendimento empolgante para nós na Eurasia Motorsport. No momento, estamos enviando nossos dois Ligier JS P217s para a fábrica, prontos para Daytona. A equipe ficará baseada nas instalações da RWR nos EUA e gerenciaremos o programa de lá com nossos próprios engenheiros de corrida e de dados também como mecânica de pista. Vamos nos beneficiar do suporte logístico e de pessoal da RWR e estamos ansiosos para esse novo desafio”, disse Mark Goddard, chefe da equipe Eurasia.

Bruno Senna acredita que pneus Dunlop podem fazer a diferença na Espanha

Prova espanhola será disputada a noite. (Foto: Divulgação)

Bruno Senna volta agora a concentrar as atenções no European Le Mans Series, que será disputada neste sábado. Será a primeira disputada parcialmente no período noturno, já que têm início previsto para as 18h30 locais (13h30 de Brasília) deste sábado.

Bruno vai liderar o trio da RLR Sport completado pelo indiano Arjun Maini e o canadense John Farano, a bordo do Oreca-Gibson de número 43 da classe LMP2, a mais importante das três divisões.Nos ensaios livres desta semana, Bruno já sentiu alguma evolução em relação às provas de Paul Ricard e Monza. “Estamos melhorando aos poucos aqui”, resumiu, ao final de seu reencontro com um circuito que não visitava já há algum tempo.

Em meio ao verão no hemisfério norte, Bruno sabe que encontrará nas altas temperaturas uma variável a ser contornada, mas que pode jogar a favor das equipes que correm com os pneus Dunlop. “Acho que temos uma vantagem sobre aquelas que usam os Michelin. Acredito que poderemos forçar ao máximo sem aquela preocupação de administrar o desgaste”, afirmou.

A programação oficial está resumida a dois dias de atividades de pista. Amanhã, serão dois treinos livres de 90 minutos e mais 30 exclusivos aos pilotos menos graduados. As sessões classificatórias, divididas por classe, foram marcadas para a manhã do sábado, horas antes da largada. “O fato de a corrida entrar pela noite também faz com que o comportamento do carro vá mudando por causa da variação da temperatura. Mas Barcelona também é legal por causa das longas retas que favorecem as ultrapassagens”, concluiu Bruno.

24 horas de Daytona 2016, quando a tecnologia venceu a política da IMSA

 

A vitória teve um sabor a mais para quem acompanha a categoria. Justiça. (Foto: IMSA)

A vitória do Ligier JS P2 da equipe Extreme Speed Motorsports na edição de 2016 das 24 horas de Daytona foi emblemática. Vou fugir de termos com histórico, que será usado por muitos blogueiros e sites, até por que tudo que faz parte do passado é história. Irei usar um termo bem mais simples. Justiça.

Essa história começa em meados de 2012, naquela época o automobilismo americano tinha duas categorias fortes, a Amerian Le Mans Series, série que seguia à risca os preceitos da ACO, entidade que comanda as 24 horas de Le Mans e o WEC, e a Rolex Sports Car Series. Está comandada pela família France, dona da NASCAR e com muito dinheiro sobrando.

Mesmo com toda visibilidade que a série tinha, nunca chegou aos pés da ALMS, muito pelos times de fábrica que competiam na classe GT2 que depois virou GTE/GTLM e dos protótipos P1 e P2 infinitamente mais desenvolvidos, bonitos e rápidos. Mesmo com esses predicados, a ALMS não vinha vem das pernas. Com poucas equipes nas classes de protótipos depois de 2008 quando Audi, Acura e Porsche duelavam, viu equipes de fábricas apenas competindo nos dois maiores eventos do certame. As 12 Horas de Sebring e Petit Le Mans.

Resultado final a prova.

No restante do ano equipes pequenas se pegavam em provas com menos horas de duração, mas sempre com muita emoção. Para engordar os grids a ALMS incorporou as classes LMPC com o Oreca FLM09 e a GTC com os Porsche 911 GT3 Cup. Mesmo assim a conta não fechava.

Até que a família France compra a IMSA, organizadora da ALMS. Ali começava um jogo político em favorecimento dos Daytona Prototype. Protótipos mais lentos, perigosos e obsoletos. Em 2013, último ano da ALMS e Rolex a etapa de Road Atlanta aonde as duas categorias participaram só ratificou o que todos já sabiam. Os protótipos LMP2 eram cerca de 4 a 5 segundos mais rápidos do que os melhores DP. Aquele seria o último ano dos LMP1 em campeonatos regionais (ALMS, ELMS e Asian LMS). Seu reduto acabou sendo o WEC.

Daquele momento em diante, imprensa, equipes e fãs se perguntavam como um LMP2 e um DP iria competir em pé de igualdade? Iriam por lastros nos LMP2? Os DP teriam mais potência? Assim 2013 foi caminhando com muitas dúvidas e pouca informação para o público. Se falava em um BoP que iria deixar os dois modelos iguais, mas ninguém sabia como faria isso.

A primeira medida foi a adoção de um pneu único para a classe P. Saia os bons Michellin e entrava os Continental. É claro que as equipes com protótipos LMP2 sofreram muito. Durante a primeira prova de 2014, as 24 horas de Daytona o que se viu foi um passeio dos modelos DP em cima dos LMP2. Eram duas classes totalmente diferentes encobertas apenas pela letra “P” estampada na carenagem dos carros.

Com uma pilotagem agressiva, Pipo Derani superou a política da IMSA com um bom carro e venceu sua primeira Daytona. (Foto: IMSA)

Após a prova a reclamação das equipes com P2 foram enormes. Enquanto as com modelos DP enalteciam o “poderio americano”. Se esperava algo para Sebring, mas o que se viu foi um banho dos modelos DP durante todo o ano. Como resposta equipes como ESM, OAK Racing, Muscle Milk e Krohn Racing acabaram desistindo de seus programas ou indo competir em outros campeonatos.

Foram poucas as vitórias de modelos P2 entre 2014 e 2015. Quem iria comprar um protótipo novo sabendo que não ganharia nada? Pois é várias equipes acabaram indo para outras classes, e os medalhões como Chip Ganassi, Wayne Taylor, Action Express Racing dominaram as provas.

Mas os DPs são modelos velhos e inseguros. O acidente com o #99 da equipe Gainsco aonde o piloto Bob Stallings acabou sendo acertado durante as 24 Horas de Daytona não se recuperou mais. Algo precisava ser feito. A ACO que nunca se manifestou de forma aberta sobre o disparate de desempenho entre os dois modelos alterou as regras para 2017 aonde apenas quatro fabricantes estariam elegíveis para competir na classe LMP2. Seja em Le Mans ou no WEC.

A IMSA não tendo para onde correr, e vendo que o futuro seria de modelos mais desenvolvidos e menos beberrões, pesados e perigosos acabou concordando e a partir de 2017 todo protótipo que for disputar a série americana será um LMP2, seja com a carenagem original ou com bolhas nos mesmos moldes que hoje são os Corvette DP.

Este será o último ano em que veremos nas pistas os DP. E não existe uma forma melhor de comemorar uma vitória do Ligier #02 da equipe ESM, na casa deles. No circuito de Daytona. Esta foi a primeira vez desde o início dos anos 2000 que um LMP vence a prova. A justiça foi feita, e por mais que o BoP da classe seja alterado para Sebring as coisas não serão mais como antigamente.

Como foi a prova?

Ao contrário dos outros anos os modelos LMP2 mostraram um folego maior do que os DP nos treinos, que sempre foram embaixo de chuva. A dúvida seria. Com o tempo seco o domínio iria prevalecer? E prevaleceu. O pole o BR01 da equipe SMP Racing não conseguiu manter a ponta e foi superado facilmente pelos dois Ligier das equipes Michael Shank Racing e ESM com os brasileiros Oswaldo Negri e Pipo Derani respectivamente.

O que se viu foi um desempenho surreal dos dois carros. Mesmo depois dos modelos DP terem superado o fraco BR01 vencer em condições normais seria algo complicado, e as equipes teriam que se valer de quebras e bandeiras amarelas.

O ano de 2015 também marcou um bom começo para o DeltaWing. O estranho protótipo pilotado por Katherine Legge, Sean Rahall, Andy Meyrick e Andreas Wirth chegou a liderança da prova com uma facilidade surreal. Mais leve e com uma economia de combustível maior que os demais adversários, o #0 só não conseguiu superar a inexperiência de Andy Meyrick que acertou em cheio o LMP #8 da equipe Starworks pilotado por Chris Cumming que acabou parando na curva 1.

Ali se ia o sonho do protótipo muitas vezes criticado pela “imprensa especializada”, e que teve reais chances de vencer a prova. A disparidade de desempenho não foi algo limitado ao Deltawing. O principal problema das equipes com protótipos Ligier, foi a diferença entre os pilotos.

No carro campeão Scott Sharp, Ed Brown e Pipo Derani sofreram com o desempenho de Johannes van Overbeek, nitidamente mais lento e que foi superado por seus adversários durante toda a prova. Dando aos companheiros o trabalho dobrado em seus stints.

Mesmo caso com o carro da equipe Michael Shank Racing. Oswaldo Negri e Olivier Pla levaram o carro nas costas até sua quebra, já que John Pew e Aj Allmendinger estavam ali para cumprir tabela. Problema que times como Chip Ganassi, Action Express e Wayne Taylor não enfrentaram.

Os chamados Gentleman Drives, senhores ricos e com dinheiro para bancar estruturas estão com seus dias contados. Este foi um dos benefícios que a profissionalização da classe LMP2 vem fazendo nos demais campeonatos. Um caminho natural também na IMSA.

Ambos os Ligier equipados com novos motores Honda. Sendo um motor novo cobrou seu preço com a quebra na nona hora do Ligier #60 que liderava a prova com Oswaldo Negri ao volante. O LMP deixou um rastro de óleo pela pista. Pelas imagens o brasileiro estava inconsolável, pois sabia do potencial e principalmente vantagem que tinha conquistado para os seus adversários.

Derani que enfrentou nas últimas voltas problemas com a temperatura da caixa de marchas teve sangue frio para não diminuir o ritmo. “Foi complicado a disputa com os irmãos Taylor“, disse. “Para fechar a vitória, não cometi erros e aumentei a diferença até o fim foi incrível.”

“Esta é a minha primeira corrida Estados Unidos e 24 Horas de Daytona. Tivemos um alarme da temperatura da caixa de velocidades, que foi um pouco assustador. Talvez fosse apenas um sensor, meu engenheiro me manteve relaxado, mas foi um pouco assustador para os últimos 30 minutos.”

Corvette DP da Wayne Taylor Racing,. O melhor DP na prova. (Foto: IMSA)

Um bom começo também para os dois Lola da equipe Mazda que trocaram de motores para esta temporada. Mesmo assim pagaram caro pela mudança mesmo fazendo uma boa apresentação enquanto estavam na pista. O #55 pilotado por Jonathan Bomarito, Tristan Nunez e Spencer Pigor completou 327 voltas, enquanto o #70 de Joel Miller, Tom Long e Ben Devlin conseguiram completar apenas 11 voltas.

Os demais protótipos da classe chegaram a liderar a prova mas acabaram enfrentando problemas. O segundo lugar ficou com o Corvette DP #10 da equipe Wayne Taylot Racing dos pilotos Jordan e Ricky Taylor, Max Angelelli e Rubens Barrichello que mesmo não acostumado com o ritmo do carro fez uma prova apresentação. Por sua experiência e conhecimento, é o tipo de profissional perfeito para provas de longa duração, por saber poupar o carro.  

O Ligier vencedor ainda recebeu uma punição nas horas finais quando liderava por passar em cima da faixa que delimitava a saída dos boxes e a pista. Teorias conspiratórias? Talvez, mas não foi o suficiente para frear o ímpeto de Pipo Derani.

Na terceira posição o Corvette #90 da equipe Visit Florida Racing dos pilotos Ryan Dalziel, MArc Goossens e Ryan Hunter-Reay, não foram um fator durante a prova e se beneficiaram dos abandonos dos demais concorrentes. Em quarto e com um grande sabor de derrota o Corvette #5 de João Barbosa, Christian Fittipaldi, Felipe Albuquere e Scott Pruett, que começou mal, mas foi cavando posições até chegar a liderar a prova.

Christian Fittipaldi e João Barbosa guiaram com maestria, mas foram traídos por problemas no eixo do carro, obrigando a troca da peça. O quarto lugar é um resultado fabuloso para o time que poderia ter vencido a prova.

Em quinto vem o forte Ford DP #01 da equipe Chip Ganassi dos pilotos Lance Stroll, Alex Wurz, Brendon Hartley e Andy Priaulx. O segundo carro da equipe o #02 de Scott Dixon, Tony Kanaan, Jamie McMurray e Kyle Larson também enfrentou problemas ficando apenas na 13º posição.

Classe LMPC, muitos problemas e amadorismo

JDC-Miller Motorsports sobreviveu e venceu na LMPC. (Foto: IMSA)

Como é de costume acidentes povoaram a classe PC. Os vencedores do Oreca #85 Chris Miller, Mikhail Goikhberg, Stephen Simpson e Kenton Koch da equipe JDC-Miller Motorsports chegaram com uma vantagem de 4 voltas sob o #52 da PR1/Mathiasen Motorsports dos pilotos Robert Alon, Tom Kimber-Smith, José Gutierrez e Nicholas Boulle.

Os campeões da IMSA Lites literalmente sobreviveram e usaram o consumo de combustível a seu favor para garantir a vitória. Esta foi a primeira vitória desde que estrearam na IMSA em 2014. Os vencedores do ano passado, a BAR1 Motorsports enfrentou problemas na bomba de combustível. Com o problema resolvido acabaram voltando aos boxes para novos reparos na manhã de domingo.

O outro carro da equipe o #20 que tinha como Johnny Mowlem o principal destaque completou o pódio em terceiro. Os favoritos da classe o #54 da equipe Core Autosport abandonaram na sexta hora com falhas de motor. Os dois carros da Starworks Motorsports também não completaram a prova.

No total foram mais de 5 horas com o carro de segurança comandando o pelotão e um total de 21 punições.

Classe GTLM, vitória dupla para a Corvette

Corvette supera Porsche e faz dobradinha na classe GTLM. (Foto: Corvette Racing)

A sempre concorrida classe GTLM viu uma disputa acirrada durante toda a prova, que culminou com a vitória da Corvette. O #4 dos pilotos Olivier Gavin, Tommy Milner e Marcel Fassler em cima do #3 de Antonio Garcia, Jan Magnussen e Mike Rockenfeller.

Mas não foi uma vitória fácil para os carros americanos. A Porsche tradicionalmente forte em Daytona deu trabalho para os carros amarelos que se valeram muito da experiência dos pilotos e durabilidade do carro para vencer. A diferença entre o primeiro e segundo foi de pouco mais de 0.03 segundos.

A vitória teve um gosto maior já que Oliver Gavin e Antonio Garcia foram liberados pela equipe a brigar pela vitória. Os últimos 15 minutos foram intensos para os dois pilotos que culminou com a vitória do #4.

Gavin superou o Porsche #912 pilotado por Earl Bamber, surpreendo o piloto da Porsche. Esta foi a primeira vitória do trio Gavin, Tommy Milner e Marcel Fassler que é piloto oficial da Audi. Os dois pilotos da Corvette não venciam nos EUA desde 2013.A vitória teve um gosto a mais pois o carro sofreu uma punição de 60 segundos por andar sob a faixa branca que separa a saída dos boxes da pista.

Bamber, que dividiu o Porsche #912 com Fred Makowiecki e Michael Christensen, não teve problemas durante a prova. O outro Porsche de #911 de Nick Tandy, Patrick Pilet e Kevin Estre que foram pole na classe enfrentaram problemas de suspensão na 19º hora terminado em oitavo.

A Scuderia Corsa que estreou na classe com a Ferrari #68 foi a melhor equipe que disputou a prova com os novos carros. A Ferrari 488 GTE equipada com motorização turbo ficou em quarto lugar. Mérito dos pilotos Alessandro Pier Guidi, Alexandre Premat, Daniel Serra e Memo Rojas.

BMW também garantiu um top-cinco na estreia do seu novo carro. O #25 pilotado por Bill Auberlen, Dirk Werner, Augusto Farfus e Bruno Spengler chegou em quinto lugar. O carro #100 não completou por conta de problema de freios no período noturno.

Mas os astros da classe, os dois Ford GT, ficaram aquém do esperado. Mesmo para muitos comentaristas todos os trabalhos de pré-temporada com milhares de quilômetros rodados não foram suficientes para dar dor de cabeça a equipe.

Uma coisa é treino outra é corrida, e os dois carros tiveram problemas. O #66 terminou na sexta posição depois de enfrentar problemas de cambio e também com pneus furados. “Em termos de velocidade, não há absolutamente nenhum problema”, disse Richard Westbrookpiloto do carro #67 ao site Motorsport.com depois de sair do carro. “Tudo é tão novo. Agora é o tempo que precisamos para começar com o pé direito. ”

“Este foi um começo muito promissor, porque nós descobrimos muitas coisas no carro. Queremos estar perfeitos para Le Mans.”  Richard acabou em nono na classe.

Classe GTD, Tudo novo!

Magnus Racing estreia com vitória o novo R8 LMS. (Foto: IMSA)

A classe GTD foi a que mais teve carros novos este ano. Agora que aceita os mesmos carros que estão dentro do regulamento FIAGT3 a diversidade de modelos é grande. O vencedor, o Audi #44 da equipe Magnus Racing venceu a primeira prova com o nvo R8 LMS, mesmo tendo problemas com o consumo de combustível.

Rene Rast finalizou a prova teve como companheiros Andy Lally, John Potter e Marco Seefried. A vitória foi apenas mais uma do novo modelo que venceu as 24 horas de Sepang, Nurburgring ano passado e Dubai no início deste ano.

A vitória do Audi só foi possível por conta da pane seca do Lamborghini Huracán #28 da equipe Konrad Motorsports que ficou sem combustível a três minutos do final. Na segunda posição o novo Porsche 911 GT3-R da equipe Black Swan Racing dos pilotos Tim Pappas, Nicky Catsburg, Patrick Long e Andy Pilgrim. Fechando o pódio o Viper #93 de Ben Keating, Gar Robinson, Jeff Mosing, Eric Foss e Damien Faulkner.

A Aston Martin Racing fez uma prova tranquila ficando em quarto na classe com os pilotos Pedro Lamy, Mathias Lauda, ​​Paul Dalla Lana e Richie Stanaway. O quarto lugar teve um gosto de derrota, já que o carro #98 liderou a prova e era candidato a vitória.

A próxima etapa da IMSA será as 12 horas de Sebring entre os dias 16 e 19 de março.