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McLaren projeta estreia no IMSA apenas para 2030 sob incerteza de regras e custos

O CEO da McLaren Racing, Zak Brown, revelou que a estreia da marca britânica no IMSA WeatherTech SportsCar Championship pode ocorrer apenas em 2030. A decisão depende diretamente da estabilidade dos regulamentos técnicos e da definição sobre qual estrutura operacional assumirá o projeto nos Estados Unidos.

Embora a fabricante já tenha presença confirmada no Mundial de Endurance da FIA (WEC) a partir de 2027 com o protótipo McLaren MCL-HY, a expansão para a classe GTP da IMSA enfrenta obstáculos logísticos e financeiros.

Conflitos de calendário e estrutura operacional

A McLaren avalia duas rotas para sua operação na América do Norte: utilizar a estrutura da Arrow McLaren na IndyCar ou repetir a parceria com a United Autosports, atual aliada no programa de Hypercars do WEC.

Brown destaca que a introdução do novo carro da IndyCar, prevista para 2028, impõe uma pressão excessiva sobre a equipe sediada em Indianápolis. Caso a marca opte por internalizar o programa IMSA em seu novo centro tecnológico, o projeto GTP sofreria um adiamento natural para 2029 ou 2030.

O dilema dos regulamentos de 2030

A proximidade com a nova mudança de regras da categoria principal, agendada para 2030, é o ponto central da cautela de Brown. Segundo o executivo, iniciar um programa em 2029 com um carro prestes a se tornar obsoleto gera um risco financeiro desnecessário.

“Se você não consegue usar este carro por alguns anos, é melhor esperar pelo modelo novo”, afirmou o dirigente ao portal Sportscar365.

Alerta sobre a escalada de gastos

Um dos maiores temores da McLaren reside no aumento exponencial dos orçamentos no endurance. Brown defende que o ciclo regulatório de 2030 mantenha a base da plataforma LMDh e extinga a convergência com o LMH, em prol de uma redução de custos rigorosa.

Para o CEO, a contenção de gastos deve ser feita por meio de regulamentos técnicos rígidos, de forma semelhante ao que ocorre na IndyCar, em vez de um teto orçamentário complexo como o da Fórmula 1. Ele aponta o uso excessivo de “Evo Jokers” (atualizações de desempenho) como um dos principais vilões financeiros da atualidade.

Próximos passos e o futuro na IMSA

Por fim, a definição oficial sobre a entrada da McLaren no IMSA deve ocorrer até o início de 2027. Este prazo permite à equipe acumular experiência prévia no WEC. Além de  analisar se a viabilidade comercial via patrocínios sustenta a operação em dois dos maiores campeonatos de endurance do mundo.