Ferrari 100% elétrica será apresentada em 2025

SVU virá equipado com um motor V12. (Foto: Varryx)

A Ferrari confirmou nesta quinta-feira, 15, que seu primeiro carro totalmente elétrico será apresentado ao mundo em 2025. As informações são do site EVO, da Inglaterra. O fabricante italiano está nos estágios finais de apresentar seu primeiro SUV. As especulações são de que o modelo elétrico será um superesportivo. 

Os próximos meses serão de lançamentos. Pelo menos três carros estão na lista. O primeiro será uma Ferrari 812 Superfast com motor V12 nos moldes do F12tdf anterior a 599 GTO. 

O derivado do 812 apresentará uma versão ainda mais forte do motor V12 aspirado de 6,5 litros. 

Dois modelos ainda são tratados com incertezas. Com SUV Purosangue em plena fase de desenvolvimento na estrada, ele poderia muito bem ser um dos modelos mencionados. O modelo mais familiar da Ferrari até o momento está longe de ser um carro de shopping. É provável que tenha também um V12 próprio – algo descoberto pelo som inconfundível do motor durante as filmagens recentes dele em testes.

Fontes ouvidas pelo site, apontam para uma Ferrari com motor central equipado com um V6 partilhado com o MC20 da Maserati. Outra possibilidade é outro spinoff de motor central V8, desta vez encontrando sua base no F8 Tributo. Nenhuma data de lançamento foi informada. 

Programa GTE da Ferrari encerra em 2022

O desenvolvimento da Ferrari 488 GTE na classe GTE-Pro do Mundial de Endurance durará até 2022. O apoio da Ferrari às equipes no WEC e ELMS continuará até a chegada do modelo Hypercar, que deve acontecer em 2023. As informações são do site Sportscar365.com.

Com o cancelamento do programa italiano, apenas a Porsche deverá manter seu Porsche 911 RSR na classe GTE. Atualmente, a classe só deve aparecer no WEC e no ELMS no próximo ano, uma vez que a IMSA não terá a classe GTLM a partir do próximo ano.  

O diretor de corridas de carros esportivos da  Ferrari, Antonello Coletta, afirmou: “Para nós, estamos comprometidos por dois anos: 2021 e 2022. Esta é a nossa decisão. Temos muitos carros na GTE-Am e, para nós, isso é muito importante”. 

“Para a Ferrari, a resistência é uma unidade de negócios importante e ter muitos clientes que correm com nossos carros nos campeonatos mundiais é uma questão importante”.

“Claro, para o futuro, provavelmente a partir de 2023 ou 2024 existe a chance de que a FIA e a ACO movam a categoria GT para GT3. Mas agora não temos nenhuma decisão, apenas muitas discussões”.

“Claro, para a Ferrari é importante manter a classe GT no WEC. Espero que sigamos nessa direção. Esta é uma questão importante não apenas para nós, mas também para a federação”. 

A Ferrari está planejando colocar seu carro LMH nas pistas pela primeira vez em 2023. Este cronograma se encaixa perfeitamente com seu compromisso GTE atual até o final do próximo ano.

“Nosso envolvimento está OK para este ano e no próximo, mas depois veremos”, disse Coletta. “Mas é normal que eu considere GT apenas para clientes no futuro. Porque o envolvimento com nossa equipe oficial será no Hypercar”.

“Mas acho que o futuro do GT, para os demais concorrentes, está correto se for apenas para carros de clientes”. 

“Minha ideia é que é importante ter lá um piloto Bronze ou Prata, como o GTE-Am de hoje, porque isso é muito importante para o sucesso dos números de carros do futuro e para o negócio das montadoras”, finalizou. 

A Ferrari conquistou o título cinco das seis primeiras temporadas do WEC desde 2012. O fabricante venceu as 24 Horas de Le Mans na classe GTE-Pro em 2012, 2014 e 2019, Em 2017 James Calado e Alessandro Pier Guidi conquistaram o campeonato mundial de pilotos.

A Ferrari também fornece suporte de fábrica na classe GT3 para a equipe Iron Lynx, que está competindo no Fanatec GT World Challenge Europe com a AWS Endurance Cup com duas inscrições, além de dar apoio a diversas equipes da classe GTE-Am.

 

 

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1 ano ago
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Written by Fernando Rhenius
Jornalista MTb 6873/SC, formado pela Universidade do Vale do Itajaí - Univali. Mantem o site Bongasat.com.br desde 2009 de forma independente. Acredita que a informação, precisa ser divulgada de forma rápida, para que o leitor possa criar seu ponto de vista, e fugir de "especialistas" que povoam a imprensa automobilística no pais.