O futuro da classe GT3 nos campeonatos organizados pela ACO.

A ACO anunciou meses atrás que devido ao grid minúsculo que estaria presente na etapa de Zolder da ELMS e que foi cancelada por este motivo abriria suas portas para a classe GT3 nas próximas etapas da ELMS em Donington Park no dias 13 a 15 de Julho.

Várias equipes se mostraram interessadas mas pouco foi divulgado por parte da ACO de como seria as especificações técnicas já que um GT3 é mais rápido do que um GT2 e não seria nada interessante ver os carros de uma classe “menor” na frente.

No início do ano a ACO abriu as portas para os carros da Ferrari Challenge, Porsche GTC e Lotus Evora porém sem nenhuma equipe se interessando. Este era a saída que foi encontrada a alguns anos na ALMS com os Porsche da classe GTC. O grid encheu e equipes até migraram para a classe LMP2 como a Black Swan Racing que corre com um Lola Coupe.

Porém o que se vê é uma guerra não declarada entre a FIA e ACO. A entidade francesa sempre deixou bem claro que é ela a categoria máxima quando o assunto é endurance, e não deixa de ser verdade pois a criação do WEC foi mais uma sacada da FIA para não perder “fabricantes” que estavam cansados da F1 e que não optaram pela finada GT1 com suas corridas sprint. Por mais que não sejam épocas favoráveis para o automobilismo na Europa nenhuma grande montadora que fazer uma corrida de 1 hora e pronto.

Para a ACO é fundamental que a classe GT2 não seja extinta visto que os carros só participam com esta especificação em campeonatos organizados por ela, com base nisso a própria ACO anunciou que nenhum GT3 estará competindo nem no WEC nem nas 24 horas de Le Mans.

Mas estes estarão presentes na ELMS e é ali que a coisa complica. Pelos planos da categoria a futura classe GT3 teria os mesmos moldes da classe LMPC com orçamento limitado mesmo com uma grande variedade de modelos e motores disponíveis no mercado. Outros pontos que serão impostos para as equipes que desejam competir na futura classe é que só serão aceitos carros homologados pela FIA, Mudanças de desempenho serão feitas para os carros serem mais lentos dos que os da classe GTE-AM. Também serão aceitas equipes que já competem em outros campeonatos mas mesmo em corridas de 6 horas os custos serão menores o que em épocas de crise é fundamental .

Assim futuras equipes poderiam (em tese) subir de nível indo para uma classe GT2 ou LMPC e competindo em um campeonato de endurance de verdade, bem ao oposto da Blancpain que tem batido recordes de carros inscritos porem suas corridas não passam de três horas.

Por enquanto apenas uma equipe na ALMS já divulgou que irá competir com um Audi R8 Ultra. A Dragon Speed deve competir nas próximas rodadas. Resta saber se as equipes irão aceitar as regras para competir na ELMS e torcer para que não tenhamos o fim da GT2 como foi com a GT1.
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7 anos ago
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Written by Fernando Rhenius
Apaixonado pelo automobilismo, seja ele real ou virtual. Me envolvi com o Endurance há muito tempo e desde 2009 tento, levar um pouco de informação e conhecimento sobre uma das principais categorias do automobilismo.

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