Signatech busca novo parceiro para garantir futuro no WEC após saída da Alpine

O destino da Signatech no Campeonato Mundial de Endurance da FIA (WEC) entra em uma fase decisiva. Philippe Sinault, chefe da equipe francesa, revelou o desejo de definir o futuro da estrutura até as 24 Horas de Le Mans de junho. O objetivo central é preservar o quadro de pilotos e técnicos para a temporada de 2027, porém sob as cores de uma nova fabricante ou entidade.

Incertezas e rumores sobre a BYD

A Signatech mantém uma aliança com a Alpine desde 2013. No entanto, o anúncio de que a marca do grupo Renault encerrará seu programa na classe Hypercar ao fim desta temporada colocou o time em alerta. Recentemente, especulações da mídia alemã sugeriram que a gigante chinesa BYD teria interesse na compra dos ativos da equipe.

Apesar dos boatos, Sinault negou qualquer contato oficial com a montadora asiática. “No momento, são apenas rumores. Nunca encontrei uma única pessoa da BYD”, afirmou o dirigente ao Sportscar365 durante as 6 Horas de Spa-Francorchamps.

Um pacote completo para novos investidores para a Signatech

Aliás, a estrutura oferecida ao mercado é robusta. Informações indicam que o pacote inclui:

  • Carros LMDh com chassis ORECA;

  • Acesso à expertise da fábrica de motores em Viry-Chatillon;

  • Uma equipe técnica operante e competitiva.

Sinault ressaltou que sua prioridade é demonstrar o alto nível de desempenho do time. Ele destacou que a organização busca uma “solução completa” para marcas que desejam ingressar no WEC com um projeto já testado e capaz de vencer corridas. “Se alguém quiser falar comigo diretamente, meu número está à disposição”, reforçou o chefe da equipe.

O prazo crítico: 24 Horas de Le Mans

Além disso, o cronograma para a manutenção do projeto é apertado. Philippe Sinault acredita que uma solução precisa de encaminhamento até o próximo mês. Segundo o gestor, a ausência de um plano concreto após Le Mans pode desencadear uma debandada de talentos para outros programas esportivos.

“Após Le Mans, o estresse será maior se eu não tiver nada palpável. Agora é o momento de aprofundar as discussões e planejar 2027”, explicou Sinault. Ele confirmou que existem contatos preliminares, que contam inclusive com o apoio da Alpine e da unidade de Viry-Chatillon para viabilizar essa transição.

Foco total na edição de 2026

Mesmo sob o espectro da mudança, o clima interno permanece resiliente. Nico Lapierre, diretor esportivo da Alpine Endurance Team, demonstrou otimismo quanto à maturidade do conjunto técnico. O ex-piloto enfatizou que o grupo está “totalmente focado” na busca por um resultado histórico em solo francês.

Por fim, a meta imediata é clara: transformar a Alpine na primeira fabricante francesa a vencer as 24 Horas de Le Mans em 17 anos. Lapierre admite que o período pós-corrida reserva incógnitas, mas garante que o esforço técnico atingirá o ápice na prova de junho para valorizar ainda mais o patrimônio da equipe diante de possíveis investidores.