A Genesis Magma Racing recalibrou o cronograma para sua estreia no IMSA WeatherTech SportsCar Championship. Cyril Abiteboul, chefe da equipe, confirmou que a decisão sobre a data de entrada do novo protótipo GMR-001 na categoria GTP foi postergada. O motivo central é a alteração no início da temporada do Campeonato Mundial de Endurance da FIA (WEC).
Foco total na confiabilidade do projeto LMDh da Genesis
Originalmente, a fabricante planejava integrar o grid norte-americano em 2027, um ano após o debut no WEC. Todavia, o adiamento da etapa do Catar — que passou de março para outubro em razão de conflitos geopolíticos no Oriente Médio — reduziu o volume de dados coletados em regime de competição.
De acordo com Abiteboul, a prioridade absoluta da marca é consolidar o desempenho e a durabilidade do carro em solo europeu antes de cruzar o Atlântico. “Queremos acertar primeiro no WEC antes de expandir. Se houver problemas de confiabilidade, não queremos que eles se espalhem pelo mundo, pois isso geraria um caos logístico”, explicou o executivo ao Sportscar365.
Qualidade sobre quantidade: o plano para 2028
Embora o interesse pela IMSA permaneça intacto, a Genesis adota uma postura pragmática. A equipe se define como uma estrutura jovem e pequena, o que exige foco total em uma execução impecável. Por essa razão, a possibilidade de a estreia na categoria GTP ocorrer apenas em 2028 ganha força nos bastidores.
A diretoria da marca premium ressalta que qualquer expansão deve respeitar padrões rigorosos de identidade e qualidade. “Como uma marca de luxo, precisamos garantir que cada passo esteja de acordo com o nosso nível de exigência”, reiterou Abiteboul.
Lições aprendidas na estreia em Imola
Apesar das incertezas quanto ao futuro nos Estados Unidos, a Genesis colheu frutos positivos em sua primeira aparição oficial. Nas 6 Horas de Imola, realizadas no início deste mês, ambos os protótipos GMR-001 completaram a prova. O piloto Andre Lotterer classificou o desfecho como uma “primeira vitória” simbólica para o projeto.
Contudo, o batismo de fogo também revelou desafios técnicos. O carro nº 19 enfrentou falhas em um sensor logo no início da disputa, o que resultou em reparos extensos nos boxes e uma finalização com 24 voltas de atraso em relação aos líderes. Agora, o cronograma oficial deve ser reavaliado somente após as 24 Horas de Le Mans.
