Aston Martin Valkyrie encerra primeiro ano acima das expectativas, avalia Harry Tincknell

Harry Tincknell destacou o desempenho inicial do Aston Martin Valkyrie nos campeonatos FIA WEC e IMSA WeatherTech SportsCar Championship, classificando o primeiro ano do protótipo como superior ao esperado. O piloto elogiou o trabalho conjunto da Aston Martin Racing e da Heart of Racing Team, responsáveis pelo desenvolvimento do carro baseado na plataforma LMH.

Sendo assim, o Valkyrie alcançou resultados expressivos em sua temporada de estreia, incluindo um pódio em Petit Le Mans, conquistado por Ross Gunn, Roman De Angelis e Alex Riberas. No WEC, o protótipo liderou treinos livres e figurou entre os destaques das 8 Horas do Bahrein, além do quinto lugar obtido por Riberas e Marco Sørensen nas 6 Horas de Fuji, o melhor resultado da equipe no campeonato.

Evolução constante marca primeiro ano do Aston Martin Valkyrie

Atualmente, Tincknell afirmou ao Sportscar365 que raramente um programa de fábrica evolui de forma tão linear desde sua criação. Ou seja, ele ressaltou o avanço operacional da equipe americana e o ritmo competitivo alcançado nas duas principais competições de endurance.

“Não conheço outro programa que tenha surgido praticamente do zero e apresentado progresso etapa após etapa, até alcançar um pódio em Petit Le Mans e lutar por posições relevantes no WEC”, afirmou. “A melhora contínua a cada corrida é o aspecto que mais me impressiona.”

O piloto ressaltou que o objetivo inicial para 2025 consistia em conquistar um pódio, meta alcançada com destaque. Ele também enfatizou a importância do desenvolvimento consistente visando metas maiores, como vencer o 24 Horas de Le Mans e disputar títulos no WEC e IMSA.

“Sinceramente, não imaginei que estaríamos tão competitivos neste momento. Por exemplo, lideramos sessões de treinos no WEC, mostramos evolução nas corridas e garantimos um pódio na IMSA. Isso mostra que estamos no caminho certo”, completou.

Metas para 2026 incluem avanço técnico e constância

Ao projetar a temporada 2026, Tincknell reforçou que a filosofia da equipe permanece focada em aprendizado e avanços graduais, especialmente no protótipo equipado com motor V12.

“Enquanto continuarmos progredindo, nos colocaremos naturalmente em posição de lutar por vitórias”, declarou. “Ou seja, encerramos o ano com os dois carros sem problemas mecânicos, o que nos coloca em uma base sólida para buscar mais desempenho.”

Nesse sentido, Ross Gunn compartilhou visão semelhante, destacando a necessidade de manter a humildade e a consistência. Contudo, para ele, o pódio no Petit Le Mans representou um destaque inesperado, mas não deve ser considerado o padrão para todas as etapas.

“O carro apresentou performance excepcional em Road Atlanta. Se repetirmos esse nível algumas vezes no próximo ano, já será um grande salto”, afirmou o piloto.

Valkyrie pode largar com vantagem inicial em 2026

Gunn acredita que o Valkyrie poderá iniciar 2026 com certa vantagem no equilíbrio competitivo. A equipe decidiu não utilizar os Evo jokers, ao contrário de grande parte do grid, que passou por atualizações aerodinâmicas significativas.

Aliás, com exceção do Aston Martin, Peugeot 9X8 e Ferrari 499P, todos os demais protótipos receberam evoluções para o próximo ano. Para Gunn, a estabilidade técnica do Valkyrie pode evitar um período de adaptação enfrentado por adversários que aplicaram mudanças profundas.

“Quando se realiza uma grande atualização, existe um tempo até que tudo se encaixe. Já possuímos um pacote sólido e um entendimento claro do carro. Pretendemos avançar na mesma direção”, explicou.

Por fim, o piloto projeta um início competitivo em 2026: “Se chegarmos a Daytona com um carro tão forte quanto em Petit Le Mans, abriremos a temporada com excelentes possibilidades.”