Aston Martin Valkyrie usará dois “jokers” para atualizações
O diretor da equipe Heart of Racing, Ian James, que opera os Hypercars da Aston Martin no WEC e na IMSA, revelou em entrevista ao portal Sportscar365 que o protótipo LMH está com 90% do seu desenvolvimento concluído.
Recentemente, um Valkyrie passou por uma bateria de testes no circuito de Silverstone. O intuito dos ensaios foi avaliar possíveis mudanças no carro. O modelo já havia testado nos circuitos de COTA e Motorland Aragón.
Além disso, um carro de testes está na pista de Sebring nesta semana, antes de seguir para uma passagem pelo circuito de Road Atlanta. De acordo com James, os trabalhos estão seguindo o cronograma previsto.
“Acho que esta semana vamos apresentar algo que seja 90% definitivo”, disse ele ao Sportscar365. “Com certeza haverá algumas mudanças aerodinâmicas e também algumas na parte mecânica”.
A utilização dos “jokers”
Além disso, James disse que o carro não teve alterações de peso, já que o Valkyrie atende ao novo peso mínimo de 1.020 kg determinado pela IMSA. Sobre o uso dos jokers, o diretor da equipe acredita que serão necessários dois para que todas as melhorias sejam efetivadas.
Vale lembrar que os regulamentos técnicos das classes LMH e LMDh permitem o uso de até cinco jokers até 2027. No caso do Valkyrie, estas seriam as primeiras atualizações. James acredita que as mudanças tornarão o protótipo mais fácil de pilotar.
“No WEC, temos sido competitivos”, disse James. “Na IMSA, depende mais de onde a categoria nos posiciona do que do que fazemos com o carro. Mas, definitivamente, a dirigibilidade, a consistência e a confiança que ele transmite aos pilotos parecem ter melhorado.”
“Com a confiança vem o tempo de volta ao longo de um stint. Sempre haverá algumas limitações por não termos o sistema híbrido no carro, como a atuação do sistema de freios, a regeneração de energia e todas as outras funcionalidades que ele traz — coisas que nunca teremos.”
“Mas também temos algumas vantagens. Tenho esperança de que seja um bom passo à frente no sentido de ser um carro que os pilotos gostem de guiar, para que não saiam dele com o rosto pálido”, finalizou.