Toyota TS050 de 2019 é cerca de de três segundos mais lento do que o de 2017

TS050 vem tendo sua performance comprometida pelo EoT da classe. (Foto: Toyota)

O terceiro tempo obtido pela equipe Toyota no treino classificatório na manhã desta sexta-feira, no Bahrein, deixou a equipe em uma posição complicada. Desde que a organização do Mundial de Endurance instaurou o handicap de sucesso, os dois TS050 perderam a primeira corrida desde que a Porsche deixou o WEC, em 2017. 

Das três etapas da atual temporada, a equipe japonesa ganhou duas (Silverstone e Fuji). A Rebellion Racing venceu em Xangai e marcou a pole para as 8 Horas do Bahrein. O tempo do R13 #1 foi de 1:42. 979 contra 1:43.497 do TS050 #1. A diferença de mais de meio segundo, deixa claro que vence tanto a Rebellion quanto a Ginetta, será um trabalho árduo. 

Kazuki Nakajima que ao lado de Brendon Hartley marcou o terceiro tempo combinado do #8, se contou com l sua performance no treino de classificação. “Em terceiro lugar não é uma posição ruim para nós e é melhor do que o esperado. Como uma equipe fizemos um bom trabalho e o carro estava bastante competitivo considerando o handicap. Foi um dia bom e para a corrida temos alguma confiança agora. Eu sei que os outros carros são rápidos, mas  a prova terá oito horas por isso temos de ter calma e fazer o nosso melhor até o fim”, comentou. 

A defasagem de performance do TS050 em comparação com a prova de 2017, é grande. Naquele ano, a pole foi do Porsche 919 #1, que conseguiu o tempo de 1:39.084. O melhor Toyota foi o #7 que partiu da terceira posição com 1:39.527. A diferença entre o tempo de 2017 e o de 2019 foi de 3,980 segundos. 

A velocidade máxima este ano também foi menor. O Ginetta #6 foi o mais rápido com 301,8 km/h, enquanto o melhor Toyota foi o #8 com 263,6 km/h. Em 2017 o Oreca 07#26 obteve 289 km/h contra 266,2 do TS050 #8. 

Mike Conway, que foi um dos pilotos contratados pela equipe Action Express para disputar as 24 Horas de Daytona ao lado de Pipo Derani e Felipe Nasr, conseguiu o quarto tempo na classe. “Estou muito desapontado com a qualificação, porque tivemos problemas e fomos superado pelo #8. Foi bom ver que estávamos muito perto dos carros não-híbridos. A corrida é de oito horas vamos com tudo”. analisou.

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Written by Fernando Rhenius
Jornalista formado pela Universidade do Vale do Itajaí - Univali. Mandem o site Bongasat.com.br desde 2009 de forma independente. Acredita que a informação, precisa ser divulgada de forma rápida, para que o leitor possa criar seu ponto de vista, e fugir de ostracismos e "especialistas" que povoam a imprensa automobilística no pais.