A Genesis Magma Racing alcançou um marco crucial no desenvolvimento do GMR-001 LMDh, seu protótipo para o Campeonato Mundial de Endurance da FIA (WEC). Segundo o piloto Pipo Derani, a equipe finalmente “desvendou o segredo” para otimizar a dirigibilidade do modelo, após meses de intenso trabalho em sistemas e software.
A evolução do GMR-001 LMDh
Bicampeão da IMSA e peça central no projeto da marca coreana, Derani acompanha o chassi ORECA desde os primeiros testes em agosto. O piloto destaca que a maior barreira residia na complexidade das regras de sensores de torque, exigidas pela categoria.
“Como fabricante, enfrentamos um conjunto de regras que exige precisão absoluta. Entender como implementar o sensor e integrar o motor a esse sistema leva tempo”, explicou Derani durante evento em Barcelona. Segundo ele, a equipe superou fases de erros sistêmicos até encontrar uma solução definitiva que estabilizou o comportamento do carro.
Desafios do software e integração
O processo de desenvolvimento do Hypercar da Genesis passou por etapas distintas:
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Fase 1: Implementação e validação básica do software.
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Fase 2: Identificação de efeitos colaterais em outras áreas do carro.
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Fase Final: Aplicação de correções estruturais que resultaram em um salto de desempenho.
Derani admite que houve momentos de incerteza, mas celebra o progresso: “A parte mais difícil é conseguir um sistema extremamente eficiente dentro das regulamentações. Agora, entendemos claramente como operar o motor”.
Expectativas para a estreia no Catar e Ímola
Embora o otimismo prevaleça, a Genesis mantém a cautela. A equipe enfrentará gigantes do automobilismo com anos de bagagem na categoria. O cronograma de testes segue intenso no Catar este mês, antes do Prólogo do WEC em março.
Para Derani, a prova de fogo não será apenas a estreia em Lusail, mas sim a segunda etapa em Ímola. As zebras agressivas do circuito italiano devem testar a resistência e a suspensão do GMR-001 de forma inédita.
“Construímos tudo do zero em tempo recorde. Ter um carro funcional agora é promissor, mas a operação sob a pressão de um final de semana de corrida é um desafio completamente diferente”, concluiu o piloto.
