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O fim da “barbeiragem”? Como o Le Mans Ultimate pode salvar o hobby dos pilotos casuais

No dia 1º de janeiro, o perfil oficial do jogo Le Mans Ultimate (LMU) no X postou uma imagem do que virá a ser o tão aguardado modo carreira. Na imagem, é possível ver opções do piloto junto à equipe WRT, além dos ganhos do jogador e possíveis contratos, que variam dependendo da sua evolução no jogo.

A produtora Studio 397 já deixou claro que o LMU chegará aos consoles em breve e que o modo carreira também estará disponível para PCs. Sendo assim, surge o questionamento: ainda existem opções válidas para quem prefere jogar offline?

Os games e a internet

Historicamente, qualquer jogo que queira se destacar precisa encarar um mercado que cresceu 10,4%, alcançando um valor de aproximadamente US$ 197 bilhões, segundo a consultoria global Newzoo. Nesse cenário, uma produtora que se preze dedica-se a deixar seus títulos cada vez mais conectados.

Além disso, as personalizações são um ponto crucial. Seja por meio de mods ou DLCs, o consumidor busca algo que tenha a sua cara, e nada melhor do que exibir isso para a comunidade. Porém, mesmo com a facilidade de se conectar a um servidor, a realidade das corridas online é mais complicada do que parece.

No marketing, utiliza-se a figura da “persona” para traçar o perfil dos consumidores. Seguindo essa lógica, podemos criar um perfil de jogador interessado no modo offline por motivos muito específicos.

O “Jogador X” e suas dificuldades

Para ilustrar, daremos ao nosso personagem o nome de X. Ele tem cerca de 30 anos, é casado, tem filhos e trabalha em tempo integral. Não é um entusiasta avançado de informática, mas montou um computador capaz de rodar seus simuladores preferidos.

Com muito esforço, e sob os “protestos” bem-humorados da esposa, comprou seu volante (um Logitech, certamente). Fez adaptações, prendeu-o na mesa do computador, assistiu a tutoriais, segue streamers no YouTube e aproveitou as promoções da Steam para adquirir os jogos sonhados.

Tudo parecia perfeito. X já estava acostumado ao modo offline e a ansiedade para correr contra jogadores reais era grande. No entanto, ao tentar “subir a carteira” (o sistema de ranqueamento), descobriu que a vida no mundo virtual não é um mar de rosas.

O canal SimCLIPS no YouTube reúne compilados de acidentes em corridas virtuais nos mais diversos jogos, como LMU, iRacing ou Assetto Corsa Competizione. Na maioria das vezes, a “barbeiragem” não é cometida por um novato, mas por jogadores afobados que não sabem dividir uma frenagem ou que batem propositalmente ao serem ultrapassados. Assim, o prazer de uma corrida organizada torna-se um martírio, levando o jogador a desistir do hobby e a abandonar o equipamento que tanto custou a conquistar.

Desse modo, jogar offline torna-se um porto seguro. É a chance de se divertir sem compromisso e manter a vontade de pilotar sem o estresse de ser tirado da pista na primeira curva.

OffLine e correndo sozinho

(Foto: Studio 397)

A imagem divulgada é, até agora, a única informação oficial sobre o modo carreira do LMU. Qualquer detalhe além disso é mera especulação de produtores de conteúdo em busca de cliques.

Na captura de tela, o jogador em questão é “Denise Pope”, alocada na equipe WRT ao lado dos pilotos Augusto Farfus e Timur Boguslavskiy. Cada piloto possui um ranqueamento baseado em atributos:

  • Awareness: Consciência (evitar incidentes).

  • Consistency: Consistência.

  • Pace: Ritmo de corrida.

  • Racecraft: Habilidade em combate direto/estratégia.

  • Overall: Nota geral (média dos itens acima).

Além disso, na parte superior, vê-se a graduação dos pilotos (Bronze, Prata, Ouro ou Platina). No lado direito, há informações da equipe, como o campeonato disputado, se é uma equipe cliente ou privada e o patrocinador. O sistema também informa a função ofertada ao piloto, o valor pago por corrida, bônus de pódio e o tempo de contrato (seis corridas, no caso do exemplo).

No rodapé da tela, aparecem as equipes com vagas abertas. Vale lembrar que, conforme o desempenho melhora, as oportunidades surgem em classes superiores, como LMP3, LMP2 e Hypercar. Ainda não há confirmação oficial sobre a inclusão da Asian Le Mans Series no jogo.

Conclusão

Embora seja precoce afirmar tudo o que o modo carreira oferecerá com base em apenas uma imagem, o fato de o jogo disponibilizar essas opções indica que ele irá além do básico dos simuladores tradicionais (que apenas permitem configurar voltas, clima e IA).

Para quem não se adaptou ao caos do modo online, o LMU promete ser uma opção sólida para a diversão solitária. Resta saber o quão imersiva e desafiadora será, de fato, a inteligência artificial do título.