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Goodyear confirma uso exclusivo do pneu Eagle Medium no WEC

A Goodyear confirmou que utilizará exclusivamente o composto Eagle Medium em toda a temporada 2026 do Campeonato Mundial de Endurance da FIA (WEC), abandonando o pneu Eagle Hard, antes destinado a pistas de alta degradação. A mudança também será aplicada no European Le Mans Series (ELMS), com exceção da etapa inaugural em Barcelona, circuito considerado o mais agressivo do calendário.

A decisão marca uma reavaliação da estratégia da fabricante após dois anos de coleta de dados na classe LMGT3, onde o Hard havia sido introduzido em 2025 para Interlagos, Circuito das Américas e Bahrein. Desde então, especulações apontavam que o composto seria descontinuado.

Goodyear explica mudança e já trabalha na linha de pneus 2027

Em comunicado enviado ao Sportscar365, a empresa afirmou:

“Para as temporadas de 2026 do WEC e do ELMS, a Goodyear utilizará exclusivamente o composto Goodyear Eagle Medium em todos os eventos. A única exceção será o prólogo do ELMS e a rodada de abertura em Barcelona, onde o composto Eagle Hard foi indicado.”

A marca destacou que a decisão reflete “as percepções adquiridas ao longo dos dois primeiros anos da LMGT3”, consolidando o Medium como escolha mais versátil para as demais rodadas.

A Goodyear também confirmou que já trabalha em uma nova geração de pneus Eagle para 2027, com testes de pista programados para o início do próximo ano, conforme antecipado pelo chefe da divisão de endurance, Mike McGregor.

Regulamento 2026 do WEC amplia número de pneus por corrida na LMGT3

A mudança nos compostos coincide com alterações no projeto de regulamento desportivo do WEC 2026, que aumenta significativamente a quantidade de pneus disponíveis para a categoria LMGT3:

  • 24 pneus nas corridas de 6 horas (antes 16)

  • 32 pneus nas corridas de 8 horas (antes 26)

  • 40 pneus nas corridas de 10 horas (antes 32)

  • Treinos livres: aumento de 12 para 16 pneus

Com isso, as equipes poderão realizar trocas completas a cada parada, reduzindo a dependência de stints duplos.

Equipes mostram divisão de opiniões sobre o aumento da alocação

O chefe da Iron Lynx, Andrea Piccini, afirmou que a equipe Mercedes-AMG era contra a mudança, destacando o impacto financeiro:

“É um aumento de custos, que preferíamos não ter tido. Essa é a decisão e faremos o melhor possível com ela.”

Apesar disso, ele acredita que a estratégia seguirá importante:

“Às vezes, se você não consegue ultrapassar, pode decidir não trocar os pneus porque ainda estão em bom estado. Ainda há espaço para estratégia.”

Ian James, chefe da Heart of Racing, demonstrou frustração:

“Do ponto de vista comercial e da sustentabilidade, é decepcionante. Eu gostava da ideia do elemento estratégico extra. Acho que sempre serão stints únicos, com Le Mans talvez como exceção.”

Por fim, em posição diferente, Ferdinando Cannizzo, diretor de carros de endurance da Ferrari, entende que ainda haverá opções táticas relevantes:

“Se alguém não trocar os pneus e ainda tiver bom desempenho no segundo stint, pode ganhar 15 segundos. Não acho que isso limitará muito as estratégias.”