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McLaren no WEC, mas com os olhos na IMSA

A McLaren Racing confirmou um movimento estratégico que promete agitar o cenário do automobilismo mundial. Durante as 24 Horas de Le Mans de 2025, a marca britânica anunciou sua entrada oficial no Campeonato Mundial de Endurance (WEC) a partir da temporada de 2027. O projeto, que marca a chegada da McLaren à categoria de Hipercarros, terá a parceria operacional da United Autosports.

Expansão estratégica sob o comando de Zak Brown

A operação conta com a liderança de Zak Brown, CEO da McLaren Racing, e James Barclay, chefe de equipe do projeto LMDh. Embora o foco imediato seja o certame mundial, a cúpula da equipe admite que o mercado norte-americano, via IMSA (International Motor Sports Association), está no radar de longo prazo.

“Nosso desejo de integrar o IMSA é muito forte. No entanto, avançamos um passo de cada vez. Primeiro consolidei a Fórmula 1, depois a IndyCar e agora asseguro que o programa do WEC esteja no trilho certo antes de novos saltos”, afirmou Zak Brown durante o evento Historic SportsCar Racing em Daytona.

Planos para os Estados Unidos a partir de 2028

De acordo com a diretoria, uma possível estreia no IMSA não ocorrerá antes de 2028. Existe a possibilidade de uma introdução gradual, com foco inicial nas provas de longa duração da Endurance Cup.

James Barclay reforçou que todas as opções permanecem sob análise:

  • Foco prioritário: Estruturação do programa Hypercar para o WEC.

  • Modelo econômico: Avaliação da viabilidade financeira para uma operação dupla (Europa e EUA).

  • Logística: Definição entre um campeonato completo ou apenas corridas selecionadas.

Parcerias técnicas: O dilema da United Autosports no IMSA

Um dos pontos de interrogação gira em torno de qual equipe operará o carro em solo americano. No WEC, a parceria com a United Autosports já é oficial. No entanto, para o IMSA, o cenário permanece em aberto, apesar de Zak Brown ser coproprietário da United.

Atualmente, a McLaren possui laços com a Rahal Letterman Lanigan Racing (RLL), que gerencia o programa GT com o McLaren 720S GT3 EVO. “James e eu analisaremos as oportunidades no momento oportuno. É excelente ter Bobby Rahal à frente do programa GT, mas hoje o foco é exclusivo no WEC”, pontuou Brown.

Um desafio histórico em solo americano

A entrada da McLaren no IMSA carrega um peso histórico: a fabricante britânica ainda busca vitórias inéditas nas 24 Horas de Daytona e nas 12 Horas de Sebring. Com a chegada dos Hipercarros em 2027 e a potencial expansão em 2028, a marca busca preencher essa lacuna em sua galeria de troféus.