WEC: Cadillac perde potência no BoP para as 8 Horas do Bahrein
O Cadillac V-Series.R sofreu um corte significativo de desempenho no Balance of Performance (BoP) definido para as 8 Horas do Bahrein, etapa que encerra a temporada 2025 do Campeonato Mundial de Endurance da FIA (FIA WEC) neste fim de semana. O BoP foi divulgado nesta segunda-feira, 03.
A marca americana, ainda com uma pequena chance de disputar o título mundial de construtores da categoria Hypercar, teve redução de 24 kW (32 cv) em velocidades abaixo de 250 km/h em relação à configuração utilizada nas 6 Horas de Fuji, onde conquistou a pole position com Alex Lynn.
Por outro lado, o Cadillac recebeu aumento de 6% na potência em altas velocidades (acima de 250 km/h), mas também teve o peso mínimo elevado em 4 kg, passando a 1063 kg — tornando-se o terceiro hipercarro mais pesado do grid, atrás apenas da Ferrari 499P (1064 kg) e do Porsche 963 (1069 kg).
Ferrari e Porsche também sofrem alterações
A Ferrari, líder do campeonato, recebeu redução de 5 kg em seu peso mínimo, enquanto a Porsche, que se despede do WEC como equipe oficial de fábrica, teve aumento de 4 kg, criando uma diferença de 9 kg favorável ao protótipo 499P.
Em termos de potência, o Porsche 963 perdeu 9 kW (12 cv) no primeiro estágio, parcialmente compensado por ganho de 2,3% em altas velocidades. Já a Ferrari 499P teve aumento de 3 kW (4 cv) no primeiro estágio e redução de apenas 0,2% no segundo.
Toyota e Alpine também passam por ajustes
O Toyota GR010 Hybrid foi beneficiado com redução de 7 kg no peso mínimo, além de ganho de 6 kW (8 cv) no primeiro estágio. Em contrapartida, perdeu 1,4% de potência em altas velocidades.
O Alpine A424, vencedor das 6 Horas de Fuji, ficou 2 kg mais pesado e também perdeu 9 kW (12 cv) no primeiro estágio, embora tenha recebido aumento de 1,1% de potência acima dos 250 km/h.
Outros ajustes entre os Hypercars
O BMW M Hybrid V8 foi o único outro carro a reduzir peso (-2 kg), mas sofreu pequenas perdas de 1 kW (1,3 cv) e 0,2% em ambos os estágios.
>O Peugeot 9X8, por sua vez, ganhou 4 kg e teve redução de potência de 1 kW (1,3 cv) no primeiro estágio e 0,8% no segundo.
O Aston Martin Valkyrie recebeu sua primeira redução de desempenho desde Le Mans, mantendo o peso base de 1030 kg e a potência máxima de 520 kW (697 cv) no primeiro estágio, mas com queda de 1,7% em altas velocidades.
BoP da categoria LMGT3: Porsche, McLaren e Corvette mais pesados
Entre os carros LMGT3, os maiores ajustes recaíram sobre Porsche, McLaren e Corvette, líderes da categoria. O Porsche 911 GT3 R, líder do campeonato, foi o mais afetado, com aumento de 20 kg. O McLaren 720S GT3 Evo e o Chevrolet Corvette Z06 GT3.R ganharam 14 kg cada.
O Ferrari 296 GT3 (+7 kg) e o Aston Martin Vantage GT3 Evo (+4 kg) também ficaram mais pesados. Enquanto o BMW M4 GT3 Evo (-8 kg) e o Ford Mustang GT3 (-5 kg) tiveram reduções.
O Mercedes-AMG GT3 Evo recebeu aumento de 1% na potência do primeiro estágio, mas perdeu 1% no segundo, acima de 200 km/h. Já o Aston Martin teve o maior ganho em alta velocidade (+1,5%). Seguido por Mustang (+0,8%) e BMW (+0,1%), enquanto o Corvette registrou leve queda de 0,1%.
O Lexus RC F GT3 foi o único carro sem modificações desde Fuji.
Handicaps adicionais e pesos finais
Entre os lastros de sucesso, o Ferrari #21 da AF Corse e o Corvette #81 da TF Sport carregam os handicaps mais altos, com 24 kg extras. Logo atrás estão o Porsche #92 da Manthey e o McLaren #95 da United Autosports, com 18 kg.
Com isso, o Ferrari #21 chega ao Bahrein como o carro mais pesado do grid LMGT3, com 1389 kg.
