IMSA descarta aumento de grid para as 24 de Daytona por limitações no pit lane e paddock
O presidente da IMSA, John Doonan, afirmou que não há condições de ampliar o número de carros inscritos para a Rolex 24 de Daytona, devido às limitações de espaço no pit lane e no paddock do Daytona International Speedway (DIS).
A tradicional prova de 24 horas, que abre a temporada do IMSA WeatherTech SportsCar Championship, deverá manter em 2026 um grid máximo de 61 carros, mesmo diante do crescente interesse de equipes em participar do evento.
Capacidade máxima atingida
Durante o evento “State of the Sport”, realizado recentemente no Michelin Raceway Road Atlanta, Doonan explicou que o limite atual está diretamente relacionado à infraestrutura do circuito.
“Temos apenas algumas vagas no pit lane. O número ultimamente tem sido 61, mas veremos. Com base no interesse, acho que pelo menos chegaremos lá”, afirmou.
Segundo o dirigente, mais de 80 equipes demonstraram interesse em competir na edição de 2026 da Rolex 24. Entretanto, questões logísticas impedem a ampliação do grid.
“Quando você começa a olhar para esses números, começa a se preocupar com espaço no paddock, no pit lane, estacionamento e coisas assim. É provavelmente isso que você verá”, completou.
Expansão do pit lane é “difícil”, diz Doonan
Questionado sobre a possibilidade de ampliar ou reformar o pit lane no futuro, Doonan reconheceu que a tarefa seria complexa:
“Você teria que trabalhar com Frank Kelleher e a equipe do Daytona International Speedway para descobrir isso, mas, no momento, eu diria que não é possível adicionar mais espaços”, explicou.
“Mesmo que adicionássemos mais boxes, não sei onde estacionaríamos os caminhões das equipes dentro do ‘World Center of Racing’.”
O dirigente destacou ainda o aumento expressivo do público e do número de carros nas categorias de suporte, como o VP Racing SportsCar Challenge, reforçando a popularidade do endurance norte-americano.
“É incrível ver o pit lane lotado e as arquibancadas cheias, a ponto de termos que lembrar às pessoas que não é a Daytona 500, mas sim a Rolex 24”, brincou Doonan.
DIS reconhece limitações estruturais
O presidente do Daytona International Speedway, Frank Kelleher, também comentou sobre a limitação física da pista. Em entrevista ao Sportscar365, ele confirmou que o autódromo está “algemado” a 61 boxes, com poucas possibilidades de expansão.
“Podemos talvez encaixar mais um ou dois, mas, como operador, não gosto de viver no limite. Precisamos manter as equipes e os atletas seguros”, disse.
Kelleher revelou que já foram discutidas ideias para reconfigurar o infield e aumentar a capacidade, mas classificou o plano como algo “aspiracional”.
“Queremos crescer junto com a IMSA. Todos os anos há novos fabricantes e anúncios. Precisamos nos preparar para isso, mas sem comprometer o que torna a Rolex 24 tão especial”, afirmou.
Sucesso que gera desafio para as 24 Horas de Daytona
Aliás, Tanto Doonan quanto Kelleher destacaram que a limitação do grid é, paradoxalmente, um sinal positivo do crescimento da IMSA.
“O fato de termos que limitar as inscrições mostra a força e a atratividade do nosso campeonato”, concluiu Doonan.
Enquanto isso, a As 24 de Daytona 2026 promete repetir o sucesso das edições anteriores. Isso com 61 carros no grid e uma disputa que marca o início de mais uma temporada intensa no endurance norte-americano.
