Penske descarta competir de forma independente com o Porsche 963 no WEC

O presidente da Penske Racing, Jonathan Diuguid, descartou nesta sexta-feira (8) a possibilidade de a equipe disputar o Campeonato Mundial de Endurance da FIA (WEC) com o Porsche 963 de forma independente em 2026. Segundo ele, qualquer participação da equipe norte-americana ocorrerá apenas em parceria direta com a Porsche Motorsport.

A declaração foi dada durante o fim de semana das 6 Horas do Bahrein, última etapa da temporada e também a despedida oficial da Porsche Penske Motorsport como equipe de fábrica no WEC.

Rumores e incertezas sobre o futuro do Porsche 963

O esclarecimento surge após rumores de bastidores indicarem que a Team Penske avaliava uma maneira de permanecer no grid da classe Hypercar em 2026 para garantir presença nas 24 Horas de Le Mans, corrida para a qual a equipe possui um convite automático por ter conquistado o título do IMSA WeatherTech SportsCar Championship.

Com a saída oficial da Porsche do WEC como equipe de fábrica, anunciada no mês passado, o futuro do Porsche 963 no campeonato mundial é incerto. O único time cliente confirmado, a Proton Competition, também não garante presença com dois carros, exigência do regulamento esportivo para equipes privadas no WEC.

O chefe da Proton, Christian Ried, admitiu que “não está claro” se o time continuará no campeonato e praticamente descartou a possibilidade de operar duas unidades do protótipo LMDh.

Por sua vez, Urs Kuratle, diretor da fábrica da Porsche LMDh, confirmou que não há novas negociações com outros clientes interessados em preencher essa lacuna.

“Não vamos competir de forma independente”, afirma Diuguid

Durante entrevista coletiva no Circuito Internacional do Bahrein, Diuguid reforçou que a Penske não pretende financiar ou inscrever um carro de forma autônoma no WEC.

“Não vamos competir com um 963 de forma independente. A Porsche é nossa parceira de fabricação. Tudo o que fizermos será em conjunto com a Porsche Motorsport”, afirmou.
“Não vamos sair dos limites da nossa parceria de forma alguma.”

Questionado pelo portal Sportscar365 se a declaração encerrava as possibilidades de uma operação própria da Penske no WEC, o dirigente foi direto:

“Não vamos competir com o carro como Penske Racing ou Team Penske. Se algo acontecer, será sempre dentro da nossa parceria com a Porsche.”

Penske analisa opções para Le Mans 2026

Fontes do site  Sportscar365 indicam que Roger Penske, fundador da equipe, esteve reunido no Bahrein com dirigentes da FIA e da ACO. O intuito é para discutir um possível retorno pontual às 24 Horas de Le Mans com o Porsche 963.

Diuguid confirmou que as conversas estão em andamento. Porém, nenhuma decisão ocorreu.

“Nosso objetivo é passar por este fim de semana e depois voltaremos a conversar sobre isso”, explicou.
“As inscrições para o WEC abrem em breve e fecham no final do mês, então temos um prazo curto para decidir o que faremos.”

Nesse sentido, o dirigente evitou confirmar se a negociação envolveria uma temporada completa ou apenas uma entrada pontual em Le Mans:

“Estamos tentando encontrar uma solução que funcione para todos. Não vou especular sobre o que será ou o que não será.”

Porsche admite que temporada completa é improvável

Aliás, o diretor Urs Kuratle reconheceu que a presença do Porsche 963 no WEC 2026 é, neste momento, pouco provável.

“No momento, não parece que seja esse o caso”, declarou.
“Como fabricante, nossa decisão já foi tomada. Ela é independente do programa de clientes.”

Mesmo assim, Kuratle disse que há discussões para viabilizar uma presença pontual em Le Mans, embora as chances sejam reduzidas.

“Sim, estamos tentando ver se é possível de alguma forma, mas duvido”, afirmou.

Possível precedente para outras marcas

Caso a Porsche Penske receba autorização especial para disputar apenas as 24 Horas de Le Mans sem inscrição no WEC, isso poderá abrir um precedente para outras fabricantes. Como a Acura/Honda, que atualmente compete exclusivamente no IMSA.

Por fim, o Acura ARX-06 não é elegível para Le Mans. Justamente por não participar do WEC em tempo integral. Uma situação que poderia mudar caso a FIA e a ACO flexibilizem as regras a partir do próximo ano.