Instabilidade no Oriente Médio obriga Asian Le Mans Series a preparar provas na Europa para a temporada 2026-2027

A SRO Motorsports Group e a Le Mans Endurance Management (LMEM), copromotoras da Asian Le Mans Series, já estruturam estratégias de emergência voltadas para a próxima temporada do campeonato. De acordo com Stephane Ratel, líder da SRO, há a possibilidade real de que as etapas inicialmente previstas para o Oriente Médio migrem para circuitos europeus, de modo a assegurar a integridade do calendário.

O cronograma provisório para a rodada de 2026-2027 prevê a inversão do modelo adotado no ano anterior. Dessa forma, a abertura das atividades ocorrerá em novembro com rodadas duplas consecutivas no Circuito de Yas Marina e no Autódromo de Dubai. Na sequência, em janeiro, o Circuito Internacional de Sepang sediará as duas últimas corridas de quatro horas de duração. Contudo, este planejamento permanece sob estrita avaliação das entidades.

Segurança em primeiro lugar e prazos de decisão

Embora as equipes já tenham recebido a sinalização para manter os preparativos vigentes, Ratel confirmou que os comitês organizadores trabalham de maneira ativa em opções de rotas alternativas. Essa cautela decorre diretamente da persistente crise geopolítica na região do Golfo. A organização exige garantias de estabilidade antes de enviar ativos e escuderias para os Emirados Árabes Unidos.

“Temos um calendário definido para o Oriente Médio, mas tomaremos a decisão final mais adiante. É fundamental observar como a situação se resolve, pois dependemos de alguns meses de estabilidade prévia”, declarou Ratel ao portal Sportscar365.

Diante desse cenário, o executivo estabeleceu o meio do verão europeu — entre os meses de julho e agosto — como o prazo limite para a batida de martelo. Se até este período o cenário internacional não registrar melhora significativa, as praças substitutas receberão o anúncio oficial de forma imediata.

Desafios logísticos reduzem chances do Sudeste Asiático

Ao ser questionado sobre a viabilidade de transferir toda a competição para o Sudeste Asiático, Ratel descartou essa hipótese e a classificou como improvável. A justificativa baseia-se primordialmente na complexidade logística e nos custos operacionais, dado que a maior parcela do grid tem suas sedes localizadas na Europa.

Portanto, o transporte marítimo para o continente asiático demandaria prazos incompatíveis ou, por outro lado, forçaria a utilização de frete aéreo em larga escala. Consequentemente, o orçamento das equipes sofreria um impacto financeiro insustentável. Com o objetivo de evitar esse desgaste econômico, a Europa desponta como o principal porto seguro do campeonato automobilístico.

Flexibilidade geográfica garante realização do Asian Le Mans Series

Em relação aos novos destinos, a organização mantém total abertura e estuda propostas de autódromos que demonstram interesse em acolher o evento esportivo. Ratel revelou que a percepção inicial de que o conflito regional cessaria com rapidez mudou, o que exige agora uma postura mais pragmática e firme por parte dos promotores.

Em suma, independentemente da configuração geográfica definitiva, a liderança assegura a plena execução da Asian Le Mans Series. O foco central das equipes técnicas reside na prevenção de cancelamentos intempestivos, o que preserva os contratos comerciais, o investimento dos patrocinadores e o espetáculo para os fãs do esporte a motor.