24 horas de Le Mans–A vitória de um carro só

Para entendermos a vitória da Audi este anos temos que voltar para 2010 e pensar um pouco sobre o trunfo triplo da equipe alemã. No ano passado os carros da Peugeot estavam mais velozes e só não ganharam por conta da pouca durabilidade. Em nenhum momento os três Audi esboçaram qualquer tipo de luta e acompanharam de longe um a um os Peugeot sucumbirem. Algo precisava ser feito.

Assim em 2011 a marca construiu seu primeiro protótipo fechado desde 1999 e além de vencer queria convencer. Desde os primeiros testes tanto em Sebring quanto em Le Mans e em sua corrida inaugural em SPA era sabido que o que faltou no R15 sobrava no R18 velocidade. Velocidade que veio junto com um consumo maior que do seu antecessor mas que pelo talento de seus pilotos e aerodinâmica do carro poderia ser anulada em Sarthe. E assim foi.

Infelizmente corrida é corrida e ninguém esperava os acidentes com os carros alemães. Eles até poderia batem ou ter um pneu furado, mas serem totalmente destruídos isso realmente ninguém esperava. Até por que os dois carros que se acidentaram eram as esperanças da Audi para a corrida. O carro #3 com McNish e Kristensen e o #1 com Mike Rockenfeller e Romain Dumas.

Podemos apontar um culpado nos dois acidentes? Mesmo as imagens mostrando claramente que as Ferrari estavam no lugar errado faltou um pouco de prudência dos dois pilotos. Seria compreensível se estivessem na última volta da última hora de prova, mas em momentos em que a corrida estava tranquila foi desnecessário. Com essa perda dupla todas as esperanças se voltaram para o carro #2 de Marcel Fassler, André Lotterer e Benoit Treluyer, que souberam corresponder e foram sublimes durante toda a prova. Uma vez ou outra uma escapada ou um ultrapassagem mais perigosa mas nada que pudesse ser controlada.

Mesmo com mais paradas nos boxes do que o segundo colocado (foram 31 da Audi contra 28 do Peugeot) o trio soube aproveitar do bom carro que tinham. Mesmo durante os chuviscos nas horas finais aonde o ritmo tinha que ser mais prudente não deixaram o primeiro lugar escapar de suas mãos. Assim como diz o slogan da Pirelli “Potencia não é nada sem controle” o trio soube explorar todo o potencial do carro mesmo ele tendo um consumo elevado.

A diferença de míseros 13 segundos para o Peugeot #9 também demostrou o bom rendimento do carro Francês, que conseguiram espantar o fantasma do ano passado e todos os 908 completaram a prova até o da equipe Oreca. A Audi provou que aquela máxima de que carro rápido não vence Le Mans pelo menos este ano foi por água e deixa os “chatos” por segurança e carros mais seguros com a boca bem fechada. Se fosse um F1 McNish teria sobrevivido? Rockenfeller que fico em estado grave voltaria a pilotar? Hoje se pode dizer que um protótipo seja ele aberto ou fechado estão em um nível superior ou de igualdade com um F1. O que poderia acontecer é retirar os fotógrafos daquela área aonde McNish se acidentou. Deu mede de ver os profissionais se arriscando. Como recompensa fomos brindados com belas imagens do carro sendo destruído.

Os outros protótipos tiveram um bom desempenho enquanto estavam na pista. Deu pena de ver o Pescarolo batendo nas horas finais da corrida. Para mim ele é o vencedor moral da prova depois das dificuldades enfrentadas ano passado e com um carro de 2009 esteve sempre em primeiro lugar entre os carros movidos a gasolina. A luta contra os carros da Rebellion mostraram que mesmo com recursos limitados Pescarolo tem o que poucos conseguem mesmo estando a anos no endurance. Experiência e visão de corrida. Ou algum outro construtor teria vontade e empenho de montar uma estrutura vencedora em menos de 1 ano?

Infelizmente as medidas para igualar os carros a Diesel e gasolina não surtiram o efeito esperado e nenhum protótipo movido a gasolina chegou perto dos Audi e Peugeot. O mais próximo o Rebellion #12 chegou a 16 voltas do líder. Outro bom resultado foi o Aston Martin da equipe Kronos que mesmo com problemas acabou a corrida com a mecânica em ordem. Muito ao contrário dos Aston de Fábrica que pararam com 1 hora de prova. A equipe pega pela inovação, não que isto fosse problema já que todo carro não começou ganhando provas, e os poucos que conseguiram esse feito rodaram muito antes. Apenas para citar o ganhador da corrida a equipe alemã fez duas seções de 33 horas e acertou todos os erros e problemas. Será que a Aston fez isso? Ou apenas se valeu da “experiência” para competir. Tanto que David Richards diretor da equipe pediu publicamente desculpas em seu Twitter para os fãs da marca. Atitude rara em um mundo que nem sempre se ouve os torcedores quando raramente os compradores.

Outro exemplo de que o desenvolvimento aprimora a coisa é o Oreca híbrido da Hope Racing. A equipe que por várias vezes ficou nos boxes por horas foi até onde o carro aguentou mostrando que é viável o uso deste tipo de motorização.

Os dois primeiros colocados na classe… quem ganhou foi a Nissan

Já na classe LMP2 a Nissan mostra sua força em seu primeiro ano no endurance. Os dois primeiros colocados tinham o propulsor Japonês. A surpresa se deu pelo fato da equipe vencedora ser a Graves Motorsport com um protótipo Zytec 2009. O Segundo colocado Signatech com um Oreca 03 era o vencedor nato da categoria pois foi bem em todos os testes além de ter um carro mais novo. Assim a Nissan prova que consegue entregar um motor vencedor independente do protótipo utilizado.  O terceiro colocado o Lola Coupe da Level 5 motorsport consegue um fantástico resultado levando em conta seu histórico este ano. Tanto em Sebring quanto em Long Beach o carro chegou a ser mais lento do que os protótipos da Fórmula Le Mans. Em SPA teve o carro completamente destruído e conseguiu reconstruir a tempo de competir. Seu desempenho foi satisfatório mesmo chegando a 7 voltas do Zytec vencedor. A decepção da categoria sem dúvida foi as equipes que competiram com o modelo HDP ou Acura.

A Strakka Racing que foi vencedora o ano passado na classe LMP2 não completou a prova com problemas enquanto a RLM do brasileiro Tomas Erdos chegou em 4º a 12 voltas do vencedor da classe. Mesmo assim nenhum dos dois carros não tiveram desempenho para lutar de igual para igual com os modelos da Oreca equipados com o propulsor Nissan. O “drama” da Honda que não conseguiu fornecer peças para a equipe Hightcroft ainda durante a preparação parece que resbalou nas outras equipes. A diferença é que elas tinham mais dinheiro para pelo menos participar da corrida, mas pecaram no fraco desenvolvimento do carro. Outro vencedor da classe é o #44 Extreme Limite e último colocado dos carros que completaram a prova. Mesmo a 108 voltas do líder a equipe que quase não larga mostrou competência chegando ao final da prova.

Belo presente para comemorar os 10 anos da primeira vitória em Sarthe

A classe GTE-PRO que sempre foi sinônimo de disputas acaloradas teve sim sua doze de emoção mas a ausência dos Porsche na linha de frente abriu caminho para a  Corvette obter sua primeira vitória em Sarthe desde que passou da GT1 para a GT2 em 2010. A equipe que não participou de nenhum teste coletivo se isolou em solo americano e assim ficou até poucos dias antes da corrida. Duvidou-se muito se a equipe iria corresponder a expectativa e principalmente a concorrência da nova Ferrari e BMW. Desde o começo da corrida o #74 não encontrou dificuldades para obter a liderança e travou uma bela disputa com a Ferrari #51 e os dois BMW. O brasileiro Augusto Farfus esteve muito tempo na liderança da classe, mas um pneu furado e depois problemas com o carro acabaram com a chances de vitória.

O outro brasileiro Jaime Melo que competia a Ferrari da Luxury Racing esteve sempre perto dos primeiros colocados mas acabou não completando a prova. A equipe que não tinha a estrutura da AF Corse além de ser sua primeira participação em Sarthe não obteve sucesso. Melo levou praticamente o carro nas costas até a quebra do mesmo. A decepção da prova entre os carros da categoria PRO foi a ausência da Porsche entre os ponteiros. O melhor 911 foi o da equipe Felbermayr-Proton que apenas chegou e isso a 3 voltas do líder da classe. Mesmo com boas equipes a Porsche não encontrou a velocidade que precisava para vencer na classe. Esta falta se esperou muito da nova Ferrari 458 que só não venceu por conta da superioridade do Corvette.

A boa noticia da classe foi a chegada de pelo menos 1 Lotus Evora mesmo que a 60 voltas do líder Audi e 19do Corvette vencedor da classe. A equipe se esforçou em informar que a prova seria uma espécie de treino de luxo para os dois carros. O treino parece que valeu e um deles completou a prova, porém falta muito para o Evora fazer frente a medalhões como Porsche, Ferrari, BMW e Corvette.

Vitória dupla da Corvette

Já entre os amadores da GTE-AM a equipe Larbre Competition que venceu Le Mans ano passado com Salen na finada GT1 poderia ter inscrito seu carro na GTE-PRO que teria feito o mesmo sucesso. A vitória surpreendeu muitos que apontavam a Porsche da Flying Lizard como potencial vencedor. Assim em segundo chegou o Porsche também da Larbre e fechando o pódio o Ford GT da equipe Roberston Racing. O time americano que entrou sem nenhuma ambição acabou  chegando em terceiro. Se dúvida um belo começo.

O que chamou a atenção este ano foi o número elevado de abandonos em um total de 28. Em uma prova sem chuva os abandonos que não foram só problemas mecânicos se deram por graves acidentes. A média baixa de idade pode ter contribuído para essa carnificina sem sangue, mas acende o farol amarelo para a organização da prova conter o ímpeto dos pilotos. A prova são os acidentes da Audi que foram mais por conta da afobação de pilotos que achavam poder resolver a corrida como se a mesma fosse uma prova sprint da FIAGT que tudo se resolve em 1 hora. Muitos bons pilotos não tiveram sequer a chance de participar da prova como é o caso do super-campeão Tom Kristensen. Mesmo assim aquela tradicional calmaria do final da prova deu lugar a uma disputa intensa que a muitos anos não se via.

Espero que com a criação do campeonato mundial de Endurance ano que vem possamos ver mais disputas com mais marcas com chance de vitória. A Audi está de parabéns pela competência e sangue frio de não se deixar intimidar pelo “batalhão” azul em seu retrovisor. Parabéns !!!
O melhor e pior da prova. (clique para ampliar).

Segurança: Todo o aparato tanto dos carros quanto do circuito foi posto a prova. Nota 10 para a organização que conseguiu reconstruir a barreira de pneus nos dois acidentes envolvendo a Audi. Para muitos que criticaram o uso da barbatana de tubarão por parte das equipe dizendo que os carros ficariam lentos acabou dando com a língua nos dentes. Se não tivessem tal asa o acidente poderia ter sido bem mais grave.

Quifel ASN Team: A equipe portuguesa que este ano compete na LMP1 não teve uma boa estreia em Sarthe. Com problemas no motor que simplesmente se deslocou provocando uma rodada e consequentemente abandono. Estava muito bem na corrida e lutava de igual para igual com a Pescarolo e a Rebellion.



Motores japoneses: Grande destaque positivo e negativo. Toyota e Nissan superaram fácil os blocos Judd nas classes LMP1 e 2. Não foi páreo para os motores a Diesel, mas se mostraram confiáveis e rápidos. Ao contrário o bloco Honda não foi páreo para seus contemporâneos o que causou espanto pois venceu Le Mans ano passado e sempre foi rápido na LMS e ALMS. Este ano por conta do tsunami o fornecimento de peças foi o principal motivo por esse atraso no desenvolvimento. Mesmo com esse problema a “esquadra” japonesa nunca entrou em Le Mans para brincar.


A volta de Pescarolo: Nem sempre rios de dinheiro fazem de uma equipe vencedora. Depois de um 2010 indefinido a volta de uma das mais tradicionais equipes do endurance foi cheia de pompa com a vitória em Paul Ricard. Depois de bons tempos nos testes e na prova de SPA a equipe ia bem até que nas horas finais o carro bate e dá adeus as chances da equipe ser a primeira entre os modelos a gasolina. Para mim Pescarolo foi o vencedor moral da corrida.
Peugeot e a “vitória”: Tudo bem que o segundo lugar para muitos é o primeiro perdedor, mas no caso da Peugeot o fato de completar a prova com os 4 carros é um grande feito. Depois do vexame do ano passado e de várias provas aonde o carro era rápido, mas não completava parece que faz parte do passado. Este ano o fabricante francês provou do remédio dos outros anos. Um concorrente mais rápido do que ele. As outras provas do ILMC prometem.


O desempenho da Porsche: Muitos ficaram espantados com o comportamento das equipes que competiram com o tradicional carro que por tantas vezes venceu a prova. Em nenhum momento os carros foram páreos para Corvette, Ferrari e BMW. O melhor resultado é um 4º lugar a 3 voltas do vencedor da GTE-PRO. Este desempenho era esperado para a nova Ferrari 458 que parece ter evoluído mais rápido. Uma pena pois corrida sem Porsche lutando por vitória não é a mesma coisa.

Hope Racing: A estreia do modelo híbrido não foi uma das mais badaladas pois o mesmo não terminou a prova. Mesmo assim Le Mans continua sendo um celeiro de ideias inovadoras, mesmo que em um primeiro momento não possam ser viáveis. Quem dera a F1 fosse um pouco assim.



Oreca e OAK Racing: As duas equipes que este ano também viraram construtores. Enquanto a Oreca conseguiu vender 4 do seu modelo 03 além de fornecer carros para a Fórmula Le Mans a OAK decidiu por 4 carros de forma “oficial” para chamar a atenção de futuros compradores. Enquanto dos 4 apenas 2 Oreca completaram a prova. Os da OAK apenas 2 completarem. Independente dos problemas com pneus e motores os dois fabricantes dão um passo além fornecendo equipamentos para futuras equipes contribuindo para popularizar o endurance.


Os brasileiros: Com três representantes de muito boa qualidade estávamos bem representados. Tanto Jaime Melo quanto Augusto Farfus tinham condições de ganhar em sua classe, mas por intemperes acabaram abandonando. Já Tomy Erdos não tinha um carro para lutar pela vitória depois de vários anos sendo favorito. A RML terá muito trabalho para voltar a ser uma equipe favorita ainda mais depois da ascensão da Nissan.



Lotus e Aston Martin.

Os esteantes mais badalados desta edição da prova. Enquanto a Lotus fez a lição de casa treinando conseguiu completar a prova com pelo menos 1 carro. Já a Aston Martin não passou da primeira hora de corrida tendo os dois carros quebrando na mesma volta. Tanto uma quanto outra têm que trabalhar muito para pelo menos terminar as corridas de forma satisfatória.

24 horas de Le Mans–1º treino classificatório

A noite todos os gatos são pardos. Foi mais ou menos isso que aconteceu no primeiro treino classificatório em Sarthe com o melhor tempo do #8 da Peugeot conduzido por Stephane Sarrazin cravo o tempo de 3:27.003. O segundo colocado o Audi #2 de M. Fassler ficou a 906 segundos do Peugeot. A pergunta? Mais leve? melhor piloto a noite? Erro do piloto da Audi.?

Em terceiro o Audi #01 pilotado por Roman Dumas com o tempo e 3:27.949. O melhor protótipo a gasolina foi o Pescarolo em 8º lugar a espantosos 8.423 segundos do líder.

Na classe LMP2 a Strakka confirma o bom desempenho com o tempo de 3:42.615 mesmo sofrendo um acidente durante a classificação. Foi seguido pelo Oreca-Nissan da Signatech 3:43.124.

Entre os GT a BMW também manteve o bom tempo com Andy Priaulx com 3:58.426 e foi seguido pela Ferrari da AF Corse pelas mãos de Fisichella com 3:58.989. Na GT-AM o Porsche da equipe Larbre com 4:03.918.

O treino foi marcado pelo forte acidente envolvendo o Audi #1 que acertou em cheio o Aston Martin da equipe Gulf. Os dois pilotos passam bem e os carros terão tempo para serem consertados.

Análise das equipes para Le Mans–GTE-PRO

Dando sequencia a nossa análise das equipes que vão participar das 24 horas de Le Mans deste ano, hoje vamos destacar a classe mais competitiva a GTE-PRO.


Equipe: AF Corse 
Carro: Ferrari F458 GT #51 e #71
Pilotos: #51 Gianmaria Bruni, Giancarlo Fisichella, Toni Vilander
            #71 Robert Kaufmann, Michael Waltrip, Rui Aguas
Pneus: Michellin


A principal equipe que compete com carros Ferrari é também uma das mais vitoriosas no endurance. Teve início com uma Maserati MC12 conquistou vários títulos na FIAGT2 com a Ferrari F430 nos anos de 2006, 07, 09. Em 2010 se mudou para a LMS e em seu ano de estreia ficou em segundo e terceiro lugares no campeonato.

Já em Le Mans o melhor resultado foi o quarto lugar em 2010 com o trio Alesi, Fisichella e Vilander. Para 2011 a equipe se comprometeu com a ILMC. Depois de um começo tímido em Sebring a Ferrari F458 venceu em SPA o que demostra que a nova Ferrari já superou a vitoriosa F430.

O carro #51 é considerado a Ferrari das estrelas. Giancarlo Fisischella ex-F1 conquistou o vice-campeonato da LMS em 2010. Gianmaria Bruni também um ex-F1 que competiu pela equipe Minardi. Depois de não obter aquele sucesso esperado encontrou seu mundo entre a classe GT. Vencedor das 24 horas de Le Mans de 2008 na classe GT2, também foi campeão da FIAGT em 2009 e duas vezes vice-campeão da LMS. Toni Vilander também é competente no mundo GT. Título na FIA GT2 em 2007 e 2008, campeão da LMS e campeão da FIAGT1 com Maserati MC2. O trio é um dos mais completos e esperam apenas uma coisa. A vitória.

Já no carro #71 o nível dos pilotos não é tão competente mas não deixa de ser competitivo. Robert Kaugmann começou tarde no automobilismo e está a equipe desde 2009. Conseguiu um pódio nas 24 horas de SPA. Já Waltrip tem passagens pela NASCAR e conseguiu a vitória duas vezes nas 500 milhas de Daytona, além de vitórias na Sprinc Cup e Nationwide. Será sua primeira participação em Le Mans. Rui Aguas tem experiencia na F3, F3000 e F Nissan. Em 2006 entrou no mundo do endurance na FIA GT2 além do campeonato de GT na Itália.

Amato Ferrari comenta a concorrência acirrada que tem encontrado no ILMC “Na ILMC e Le Mans Series e há pilotos e equipes de grande talento. É também por isso as 24 horas será uma corrida muito difícil por causa de sua qualidade e duração . Posso dizer que teremos uma boa corrida com nossas F458. “

Equipe: BMW Motorsports
Carro: BMW M3 GT
Pilotos: Augusto Farfus, Jorg Muller, Dirk Werner #55
            Andy Priaulx, Dirk Muller, Joey Hand #56
Pneus: Dunlop


A BMW que trocou a chata F1 pelo competitivo mundo do endurance não é nenhuma estreante na categoria. Depois da vitória em 1999 com protótipo como parte do seu programa de F1 . O retorno ao mundo do endurance se deu em 2010 pela ALMS e já no primeiro ano a equipe ficou em terceiro no campeonato. Auberlen e e Milner conseguiram uma vitória em Road América. Já em Le Mans a equipe não foi bem acabando em 19º em sua classe.

Este ano em Sebring a dobradinha com as duas primeiras posições mostra que o fabricante não está de brincadeira. Em SPA a equipe consegue o quarto e quinto lugar e é sem dúvida uma das favoritas.

Entre os pilotos do carro #55 temos o brasileiro Augusto Farfus que competia pela marca no WTCC. Estão em seu currículo vitórias nas 24 horas de Nurburgring e Dubai. Jorg Muller tem títulos no europeu de Fórmula Ford, F1, F3000, vencedor das 24 horas de SPA, Nurburgring, 12 horas de Sebring e foi três vezes vice-campeão do ETCC e WTCC. Werner é o mais jovem do trio. Campeão da Clio V6, Porsche Carrera Cup, 24 horas de Silverstone, Dubai, bi-campeão da Grand-Am na classe GT.

O carro #56 também tem seus predicados. Andy Priaulx tem a maioria dos seus títulos em categorias turismo. Campeão do ETCC, tri-campeão do WTCC, vencedor das 24 horas de Nurburgring e 12 horas de Sebring neste ano. Muller é vencedor das 24 horas de Daytona , Taça Porsche e campeão na ALMS e FIA GT2. Joey Hand também tem um belo portfólio. É da Star-Mazda, vitórias na Grand-Am e ALMS. Venceu as 24 horas de Daytona e 12 horas e Sebring e é sua primeira participação em Le Mans. Se conquistar a vitória terá a tríplice coroa do endurance.

Equipe: Luxury Racing
Carro: Ferrari F458 Itália
Pilotos: #58 Anthony Beltoise, Jean Louis Deletraz, François Jakubowski
             #59 Stéphane Ortelli, Frédéric Makowiecki, Jaime Melo
Pneus: Michellin

Com um nome pomposo a Luxury Racing é um equipe nova mas tem o que importa nos primeiros anos de desenvolvimento. Dinheiro. A equipe que veio da GT-Open foi vice-campeã em 2010 e também conquistou o campeonato da Copa Carrera. A equipe causou espanto quando comprou duas Ferrari para participar do ILMC. O ano começou mais ou menos com um 9º em Sebring, já em SPA o #59 acabou não completando a prova.

Para Le Mans uma importante ajuda. A equipe Rizi Competizione que não está participando este ano vai levar seu corpo técnico além da participação do brasileiro Jaime Melo que dispensa apresentações.

Os pilotos do carro #58 são competitivos. Anthony Beltoise foi duas vezes campeão da copa Carrera, e já foi ao pódio com um Viper GTS em Sebring e nas 24 horas de Nurburgring. É o atual líder da copa GT3 Porsche. Deletraz fará sua 8º participação em Sarthe . Já ganhou com um LMP675 Reynard Lehmann em 2001 e 2002 além de ser vice-campeão da FIAGT1. François é campeão da Ferrari Challenge além de vitórias na FFSA GT.

O carro #59 deve ser o mais rápido visto o nível dos pilotos. Stephane Ortelli ganhou em 98 Le Mans com um Porsche 911 GT1 e acabou em segundo no ano de 2000 com Audi R8. É campeão da LMS na classe GT, F3 francesa e 2 vezes campeão da FIA GT na classe NGT entre outros títulos. Frederik também tem sucessos no mundo GT. Tem títulos na FIA GT1, FIA GT3 é um dos líderes do atual campeonato da FIAGT.Jaime Melo sem dúvida é um dos principais pilotos que vão participar da corrida. Bi-campeão em Le Mans. Já ganhou várias vezes as 12 horas de Sebring, Petit Le  Mans, FIA GT2 com um título em 2006 além de diversas vitórias tanto na ALMS quanto LMS.Assim a Ferrari #59 não deve ser subestimada de maneira alguma.


Equipe: JetAlliance
Carro: Lotus Evora #64 e #65
Pilotos #64 Oskar Sligerland, Martin Rich e John Harstshorne
           #65 James Rossiter, Johnny Mowlem e Jonathan Hirschi.


A lotus retorna a Le Mans depois de 15 anos. Claro que a Lotus de hoje não é a de outrora e por isso mesmo ela vem pelas mãos da equipe JetAlliance. A escolha do modelo que não deve fazer frente a Ferrari, Porsche e BMW não importa. O importa é ganhar experiência para os próximos anos. Os dois carros não estavam prontos para Sebring e fizeram sua estreia em SPA aonde apenas deles completou a prova. Para a grande clássica os ajustes impostos pela ACO depois dos testes em Le Mans podem dar uma certa vantagem para a equipe, isto se os carros aguentarem as 24 horas.

Os pilotos do carro #64 John Harsthone é estreante em Le Mans. Competiu na LMS pela marca TVR e pelo britânico GT em 2009. Competiu também pela JMB Racing na classe FLM. Martin Rich competiu nos últimos 10 anos, garantiu pódios pela JettAliance em SPA além de vitórias com Porsche na GT3. Competiu também na FIA GT2 e GT3. Oscar Sligerland teve no pódio em SPA 2009 pela equipe Prospeed Porsche competiu também pela VdeV e 24 horas de Daytona. Esta será sua primeira 24 horas.

O carro #65 também tem seu encanto. James Rossiter foi terceiro na F3 britânica além de ser piloto de testes pela equipe de F1 BAR e Honda. Também competiu na ALMS em 2008 pela equipe Andretti Green Racing com Acura. Johnny Mowlem tem uma extensa carreira no endurance com pódios em várias corridas como Sebring em 2007 pela Risi, Em Le Mans duas vezes na classe GTe três vezes nas 24 horas de Daytona. Competiu também com o híbrido da equipe Zytek na ALMS. Hirschi é o mais “fraquinho” do trio. Competiu em 2010 em Le Mans com o Ford GT da Matech além de ser vice-campeão no troféu Mégane em 2009 além de um pódio ano passado na FIAGT com o Aston Martin Hexis Racing. A equipe deve primeiro pensar em terminar a prova, este é seu maio desfio.


Equipe: JMW Racing.
Carro: Ferrari F458 Itália #66
Pilotos: Rob Bell, Tim Sugden e Xavier Massen
Pneus: Dunlop


Equipe nova já que foi fundada em 2009. Em sua primeira prova no mesmo ano conseguiu a sua primeira pole em com a Ferrari F430 na LMS nos 1000km da Catalunha e terminou em quarto lugar. Também conseguiu a primeira vitória em Silverstone no mesmo ano. Em 2010 a equipe troco a Ferrari pelo Aston Martin Vantage. O melhor resultado foi um quarto lugar em Algarve e um terceiro em Silverstone. A equipe não completou Le Mans ano passado por conta de uma batida.

Em 2011  a equipe voltou a competir com Ferrari e a equipe já começou com a vitória em Paul Ricard, estava com chances de vitória também em SPA mas um problema no radiador acabou com os sonhos da equipe.  A equipe é favorita mas pode surpreender se os grandes ficarem pelo caminho.

Os pilotos Rob Bell é um dos melhores do grid. Campeão da Fórmula Renault Inglesa, dois campeonatos na LMS pela classe GT2 além de vencedor na FIAGT. O melhor resultado em Le Mans foi um quarto lugar em 2009 e quinto em  2007. Tim Sugden já competiu em várias categorias. FIA GT2, British GT aonde foi campeão. Competiu em Le Mans em 88 com um McLaren F1, além de ganhar o cobiçado campeonato da Porsche Cup e Porsche Cup Ásia. Xavier Maassen já teve um pódio em Le Mans pela Corvette na extinta GT1 além de vencer em 2008 também com Corvette


Equipe: Corvette Racing
Carro: Corvette C6R ZR1
Pneus: Michelin
Pilotos: #73 Olivier Beretta, Tommy Milner, Antonio Garcia
            #74 Oliver Gavin, Jan Magnussen, Richard Westbrook


Vitoriosa. E assim que podemos definir a Corvette Racing. Com oito títulos de equipes, sete de construtores na ALMS e seis vitórias em Le Mans todas na classe GT1. A equipe tem ao todo 71 vitórias na ALMS além de ganhar 7 vezes Sebring além de uma vitória em Daytona. Precisa dizer mais? Precisa. Desde 2009 a equipe competia praticamente sozinha já que competia na classe GT1. Assim a equipe se mudou para a classe GT2 e viu que teria trabalho visto a concorrência de Porsche, Ferrari e BMW. O modelo é o C6R que substituiu o ZR1. Teve sua primeira vitória em 2009 no circuito de Mosport, porém em 2010 foi um ano fraco e alguns abandonos. Em Le Mans marcou os melhores tempos porém problemas durante a corrida deixaram a equipe pelo caminho. O alento foi a vitória em Petit Le Mans depois de uma pane seca da líder Ferrari.

Causou estranheza por não participar dos testes de Le Mans e da prova em SPA. Essa ausência pode custar caro para a equipe frente as outras marcas. Em sua prova de Sebring a equipe acabou em terceiro e quarto.

Entre os pilotos os dois carros estão bem guiados com os competentes Oliver Beretta campeão quatro vezes na ALMS além de já ter competido pela equipe Larrousse na F1. Todos os pilotos ajudam a equipe no seu vasto plantel de vitórias nos últimos anos. O estreante é Jaime Westbrook que foi contratado para as 3 corridas longas do ano. É campeão britânico em 2009, Porsche Cup 2006 e 2007 dois pódios em Daytona além do terceiro lugar em Le Mans ano passado. A Corvette é séria candidata ao titulo.

Gary Pratt chefe da equipe revela a expectativa para a corridaPara ter sucesso em Le Mans, é preciso primeiro ter um profundo respeito pela corrida. Esta é a corrida mais difícil do mundo. Estamos fazendo possível para estar pronto para correr ao mais alto nível. Agora nós temos que correr e esperar para colher os dividendos do nosso trabalho. “



Equipe: ProSpeed Competition
Carro: Porsche 997 RSR #75
Pilotos: Marc Goosens, Marco Holzew e Jaap Van Langen
Pneus: Michellin

Fundada em 2006 a Prospeed compete no campeonato Belga de GT aonde já foi vice-campeã de pilotos e equipe. Também obteve pódio nas 24 horas de Dubai, Zolder e em SPA. Em 2008 venceu em Zolder e o segundo lugar em SPA. Em 2009 nova vitória em Zolder e um terceiro em SPA além de um segundo lugar na FIA GT2.

Para 2010 o título da FIAGT3 e um segundo lugar na Le Mans Series. 2011 começou mal com o acidente na largada em Paul Ricard, e um sexo lugar em SPA. Todos os títulos foram conquistados pelos pilotos Marco Holzer. Já Marc Goosens compete desde 1991. Tem passagens pela Fórmula Ford, F3000 além de correr na Super GT além de competir pela Grand-AM. Tem 12 participações em Le Mans tendo o melhor resultado um quarto lugar em 1997. Competiu com Ferrari 333sp além de fazer parte da equipe oficial da Cadillac.

Marco Holzer é um piloto Porsche. Já competiu na F3, F BMW. Em 2009 acabou em segundo em SPA. Teve vitória na FIAGT2 e em 2010 venceu as 24 horas de Dubai. Seu maior feito foi de ser o primeiro vencedor com o Porsche híbrido na quarta rodada da VLN em Nurburgring.


Equipe: IMSA Performance Matmut #76
Carro: Porsche 997 RSR
Pneus: Michellin
Pilotos: Raymond Narac, Patrick Pilet e Nicolad Armindo

A equipe está na estrada a uma década. Tem um experiência em endurance com os títulos na GT2 no campeonato FFSA por duas vezes, além da vitória na GT2 em Le Mans em 2007. Em 2008 vários pódios na LMS e GT Open. 2010 venceu as 24 horas de Dubai além de bons lugares na LMS e GT Open o que culminou com o título na GT Open.

Em 2011 os dois carros da equipe já começaram mal depois da forte batida em Paul Ricard. Em SPA novo abandono com problemas na bomba de combustível. Com tudo o carro ficou em 5º nos testes em Le Mans.


Equipe: Team Ferbermayr Proton
Carro: Porsche 997 GT3 RSR
Pilotos: Marc Lieb, Richard Lietz e Wolf Henzler
Pneus: Michelin


A equipe que compete nas duas classes GT tem um bom histórico no endurance com vice-campeonato da LMS em 2007, títulos em 2008  2009 e 2010 além de garantir o título da ILMC. 2011 a equipe também se envolveu no acidente em Paul Ricard, e em SPA o #77 se envolveu em uma batida com Fisichela. No dia do teste o carro ficou em 8º.

A equipe também é uma das favoritas e está defendendo o título de 2010 já que ganhou a corrida. Os pilotos tem currículos invejáveis. Henzler venceu a taça Porsche em 2006 e ALMS em 2008 na GT2. Venceu as 24 horas de SPA, Le Mans em 2010 e 2011 além de vencer Daytona, sempre com Porsche. Lieb é tetra-campeão na LMES e LMS, FIA GT N-GT, GT2 e três vezes campeão das 24 horas de Nurburgring. Richard Lietz também tem um belo histórico. Bi-campeão da LMS, pódio nas 24 horas de Daytona e SPA duas vitórias em Le Mans. Além de fazer parte do time que venceu com o Porsche híbrido em Nurburgring. Equipe super favorita para a vitória


Equipe: Jota Sport AMR
Carro: Aston Martin Vantage #79
Pneus: Michelin
Pilotos: Sam Hancock, Simon Dolan e Chris Buncombe
A equipe foi criada em 2000 que inclui uma companhia aérea e uma escola de vôo. A equipe começou em 2004 na LMS com um Zytek na classe LMP1 protótipo que foi confirmado em 2005. Nos anos de 2007 e 2008 a equipe deu suporte para a Charouz Racing System com o Lola Aston Martin LMP1. A equipe também competiu no VdeV e campeonato britânico de protótipos com um Ligier JS49. No ano de 2010 a equipe venceu as 24 horas de SPA na classe GT4. Assim a equipe passou a ser uma parceiro oficial da Aston Martin e deve competir com o protótipo AMR-One em 2012.
Em Paul Ricard o carro também se envolveu no acidente inicial. Em Le Mans nos testes o carro conseguiu um 5º lugar na classe. Em SPA teve um bom desempenho mas largou em último por conta de problemas técnicos.
Entre os pilotos Sam Hancock é campeão da LMES em 2004 com Courage AER além de ter vários pódios na LMS. Dolan começou em 2008 na copa Radical SR3 com uma vitória, além de participar da série VdeV, além de ser vice-campeão na serie Speed. Buncombe ganhou em 2007 a LMS na classe LMP2e competiu na ETCC e FIAGT e conseguiu um terceiro lugar com a Aston Martin LMP1


Equipe: Flying Lizard Motorsports.
Carro: Porsche 997 RSR #80
Pneus: Michelin
Pilotos: Jorg Bergmeister, Patrick Long e Lucas Luhr

Equipe montada por Seth Neiman é uma das equipes “oficiais” Porsche. É campeã da ALMS em 2008, 2009. Possui vitórias em Sebring e Petit Le Mans. A equipe também compete esporadicamente na Grand-Am.

Este ano os dois carros acabaram em sexto e sétimo em Sebring. Não participaram dos testes em Le Mans nem da segunda rodada da LMS em SPA. Os pilotos do carro #80 tem uma boa experiência no endurance. Bergmeister tem 5 títulos na ALMS na classe GT2, vencedor das 24 horas de Daytona uma vez no geral e duas na classe GT além de ser um piloto oficial Porsche desde 2001. Patrick Long é tri-campeão da ALMS também venceu as 24 horas de Daytona em 2009 além de uma vitória em Sebring e 3 em Petit Le Mans, além de vencer por duas vezes Le Mans pela mesma classe GT2. Lucas Luhr estreia na equipe. Ganhou a Porsche Super Cup em 1999, também conquistou Sebring, e os 1000km de Nurburgring além de um título na ALMS. Tem experiência tanto com protótipos Audi, Porsche. Possui um título na FIA GT2, e três vitórias em Le Mans e 5 em Sebring além de uma vitória geral nas 24 horas de Nurburgring e 24 horas de Daytona. Equipe altamente séria para vencer a corrida.


Equipe: Hankook Team Farnbacher
Carro: Ferrari 458 Itália #89
Pilotos: Dominik Farnbacher, Allan Simonsen e Leh Keen
Pneus: Hankook

Uma equipe alemã competindo com Ferrari? Não é algo que se vê todos os dias. Em seu plantel tem um titulo no campeonato da Porsche Cup em 2009. Em 2008 a equipe se comprometeu com Le Mans com uma Ferrari F430 chegando em terceiro lugar na classe GT2. Para 2009 a equipe se associou ao fabricante de pneus Hankook o que favoreceu a vitória da equipe na Asian LMS. Ano passado em Sarthe a equipe chegou em segundo na sua classe.

Em 2011 a equipe conseguiu um terceiro lugar em Paul Ricard, em SPA consegui um segundo lugar bem perto da vencedora AF Corse. Equipe bom boas chances de os times oficiais falharem
Piloto Melhores resultados.
Dominick Farnbacher 2º lugar em Le mans por duas vezes, Campeão da ALMS e 24 horas de Daytona. 1 podio em Sebring e Asians LMS e venceu em sua classe em Nurbrurgring.
Allan Simonsen 2 pódios em Le Mans na classe GT2, vitórias no Britsh GT, LMS e vencedor na sua classe nas 24 horas de Nurburgring em 2010.
Leh Keen Campeão Grand-Am 2009, vencedor da classe GTC em Sebring e Porsche Cup no ano de 2010. Também é vencedor na sua classe nas 24 horas de Nurburgring. Chegou em segundo na GT2 em 2010 pela equipe Hankook

ALMS Long Beach–Uma corrida de extremos

Sempre considerei Long Beach a Mônaco do mundo do endurance. É uma pista em um balneário rico, apertada e que não tem nada haver com o campeonato de que faz parte. É apenas um lugar onde os fabricantes tem a oportunidade de vender seu peixe para turistas endinheirados. Mas ao contrário da F1 (pelo menos neste circuito) a emoção aconteceu. Não na categoria principal aonde apenas dois carros competiram, mas na classe que atualmente leva o campeonato nas costas a GT.

Em pouco mais de duas horas de prova, bem distante de um prova de endurance, tivemos uma mostra do que bons pilotos, bons carros e principalmente o que a falta de jogo de equipe pode proporcionar para os fãs da classe. A começar pela LMP1, que com seus dois representantes viu o Lola Aston Martin da Muscle Milk tomar a dianteira e sumir a frente do até combativo Lola Mazda da Dyson Racing, que no final pouco pode fazer. A vitória do AMR vingou seu irmão que ano passado com as cores oficias lutou de igual para igual com o Acura da Highcrfot, mas que a poucas voltas do final pelas mãos de Adrian Fernandes deu a vitória para o modelo nipônico. E foi só Lucas Luhr e Claus Graf fizeram o óbvio e, principalmente, souberam se esquivar dos afoitos carros da GT e venceram uma corrida fácil.

Na LMP2 dos dois carros da Level 5 apenas um completou a prova, a 38 voltas do líder. Foi um belo passeio pela pista já que a equipe teste os carros no dia 24 no circuito de Le Mans. A “aparição” foi apenas para agradar patrocinador e mais nada. Na Europa a classe P2 é muito mais competitiva e a equipe de Scott Tucker vai ter muito trabalho, mesmo com os carros já com a configuração de 2011.

Core mostorsport no pódio depois de chegar em terceiro no geral

Na LMPC o vencedor foi o #06 Gunnar Jeannette e Ricardo Gonzalez que penou para passar o #89 da equipe Intersport, o que aconteceu a poucas voltas do final. A LMPC que está garantida até 2014 poderia ser mais rápida, mesmo este sendo um circuito apertado, por várias vezes foi facilmente ultrapassada pelos carros da GT, o que a meu ver não condiz com a proposta de um protótipo ser mais lento que um GT.

Do erro ao acerto a vitória mostra a força da marca

Porém na GT a coisa foi outra. Fico pensando que a FIA deve odiar a decisão da BMW de tirar suas equipes tanto da F1 quanto do WTCC e se dedicar exclusivamente ao endurance. A vitória do time alemão mostra como o jeito metódico da equipe começou a dar resultados. Mesmo tendo vencido o campeonato de marcas o ano passado mais pelos dois carros enquanto a maioria da equipe possuía apenas um, este ano o carro conseguiu a velocidade que faltava frente à Porsche, que no momento é a única marca que pode fazer frente.

A Corvette que começou na frente teve seu rendimento caindo progressivamente e mesmo com as várias alternâncias de posições acabou em segundo com o #4 pilotado por Oliver Gavin e Jan Magnussen. A corrida foi extremante tensa para a BMW #56 que liderava com Joey Hand e que por conta de um erro do seu companheiro de equipe, Bill Auberlen no BMW #55, acabou dando a liderança mesmo que momentânea para o Corvette e Porsche #45 de Bergmesiter e Long que no início da prova tinha um carro mais rápido. Porém, em um erro dos dois pilotos a liderança volta para a BMW #56 .

GTC fica com a BSR

A luta entre os dois iria culminar com o choque do Porsche no muro por conta da Ferrari #01 de Scott Sharp. Por falar em Ferrari, o terceiro lugar da #62 de Jaime Melo se deve mais pelo bom desempenho do brasileiro do que pelo carro. A Ferrari ainda precisa evoluir muito e o bom resultado se deu pelos erros dos outros pilotos do que pela velocidade do carro.

Os outros brasileiros da Jaguar, Cristiano da Matta e Bruno Junqueira, acabaram em 6º na sua classe e também dependem de um melhor desenvolvimento para lutar por melhores posições e não esperando erros dos outros pilotos para chegar a frente.

As equipes que despontaram nesta segunda etapa sem dúvida são as alemãs BMW e Porsche e em terceiro a Corvette mostrou força no começo e por conta da dificuldade de ultrapassagem ficou com o ótimo segundo lugar. Na GTC a vitória ficou com a equipe Black Swan Racing com os pilotos Tim Pappas e Jeroen Bleekmolen. A próxima etapa será no dia 9 de Julho no apertado circuito de Lime Rock aonde sempre as surpresas sempre acontecem. Mesmo com um número diminuto de protótipos mais uma vez a corrida será dos GT.

O melhor e o pior da prova.
Flying Lizard – Teria ganho a prova se não fosse a lambança de Patrick Long. Neste momento do campeonato é a única que pode superar a BMW

Corvette – A renovação de pilotos deu novo animo a equipe, mas é fato. Desde que mudou da GT1 para a GT2 a equipe ainda não se encontrou. Será curioso ver o desempenho em Le Mans

Falken – A equipe mesmo não sendo uma “oficial” da Porsche não fez feio e mostra que o carro 2011 é promissor.

Rizi Competizione – O terceiro lugar se deve mais ao bom braço de Jaime Melo do que ao carro. Mesmo com tempo para treinar o carro ainda não deslanchou… Será que a equipe ainda tem a F430?

1000 Km de SPA–Cartaz com os novos modelos do endurance.

O cartaz dos 1000 km de SPA segunda etapa da Le Mans Series e também da ILMC e que serve como preparação para Le Mans foi apresentado. A prova que é marca a apresentação do novo Audi R18 tem tudo para ser uma das mais disputadas do ano. Podemos ver na folha o novo Aston Martin ARM One, Audi R18, Peugeot 908 e Ferrari F458.

A prova que deve ter mais de 30 carros ocorre no dia 7 de Maio

AF Corse compete com 5 carros.

A equipe AF Corse que considerou positivo os testes em Paul Ricard definiu como será seu programa para 2011. A nova Ferrari F458 deu aproximadamente 160 voltas nos dois dias de testes oficiais. Também estiveram na pista as duas F430 que vão competir na clase GTE e o Lola B11/40 da Pecom Racing que está sob os cuidados da AF.

“A F458 é um carro que temos que conhecer melhor, mas que foi muito promissor no final dos primeiros quilómetros. Os pilotos são  rápidos e isso é necessário para entender totalmente o carro novo na pista. Nós tivemos uma impressão muito positiva dos pneus MichelinÉ o que revela Amato Ferrari dono da equipe.

Para o início da LMS serão 2 F458 para Giancarlo Fisichella, Gianmaria Bruni, Jaime Melo  e Toni Vilander. Para as F430 Serão Perazzi, Stéphane Lemeret e Robert Kaufman, Michael Waltrip  e Rui Aguas no outro.