A gigante chinesa BYD, atual líder mundial na fabricação de veículos elétricos, estuda o ingresso em duas das principais categorias do automobilismo mundial: a Fórmula 1 e o Campeonato Mundial de Endurance (WEC). Segundo informações da Bloomberg, divulgadas nesta quarta-feira,10, a iniciativa faz parte de uma estratégia agressiva para ampliar a visibilidade internacional da fabricante.
Expansão global e recordes de desempenho
Após superar a Ford em vendas globais em 2025, a BYD projeta comercializar entre 1,3 e 1,6 milhão de unidades no exterior até o fim deste ano. Esse crescimento é impulsionado pela inauguração de complexos industriais na Hungria, Tailândia e Brasil, além de negociações para operar no Canadá.
Embora ainda não possua uma divisão oficial de competições, a BYD já demonstra força técnica por meio de sua marca de luxo, a Yangwang. Recentemente, o modelo elétrico U9 Xtreme estabeleceu marcos históricos na Europa:
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Velocidade máxima: Atingiu $496\text{ km/h}$ na pista de Papenburg, na Alemanha.
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Nürburgring: Quebrou o recorde de volta para supercarros elétricos no lendário circuito alemão.
O fator híbrido e a concorrência chinesa
Contudo, o interesse da BYD coincide com a transição das competições para tecnologias híbridas, um campo de domínio da montadora. Além disso, a movimentação responde às investidas de outras fabricantes chinesas:
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Chery (EXEED): Planeja estrear nas 24 Horas de Le Mans nos próximos cinco anos.
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Lynk & Co (Geely): Já atua no TCR e anunciou planos para corridas de resistência.
Futuro das regulamentações
Apesar do interesse, a Federação Internacional do Automóvel (FIA) e o Automobile Club de l’Ouest (ACO) ainda não oficializaram as propostas. Por fim, o cenário deve ganhar clareza com a unificação dos regulamentos técnicos prevista para 2030, que deve alinhar as categorias principais do WEC e do IMSA WeatherTech SportsCar Championship.
