Sigma adota sistema de DRS dianteiro

(Foto: William Inácio)

Introduzido há dez anos na Fórmula 1, o Drag Reduction System (DRS, ou sistema de redução de arrasto, em tradução livre) é uma das marcas registradas da categoria . Na F1, o sistema consiste na abertura do flap da asa traseira, que permite maiores velocidades e ultrapassagens facilitadas. No Brasil, o sistema foi adotado e ampliado pela equipe Sigma P1: além da abertura de asa, o time adotou um sistema de DRS na dianteira da terceira geração de seu protótipo, que disputa o Império Endurance Brasil.

A novidade estreou na última etapa do campeonato de provas de longa duração, no Autódromo de Curitiba, em Pinhais (PR). Na ocasião, o carro dos pilotos Aldo Piedade Jr. e Jindra Kraucher, já dotado do novo sistema, era o terceiro colocado, quando foi envolvido em um acidente e precisou abandonar.

“Começamos as alterações para esta etapa com mudanças no assoalho e flaps dianteiros duplos, que aumentaram muito o downforce na frente, a ponto de desequilibrar a traseira do carro”, diz o engenheiro Pedro Fetter, um dos responsáveis pelo projeto. “Para corrigir, subimos e recuamos a asa traseira, além de adicionar um terceiro elemento fixo abaixo da asa principal”, continua. A medida, porém, deixou a área de engenharia da equipe preocupada quanto aos efeitos colaterais indesejados. “Ficamos receosos com o efeito dos flaps dianteiros duplos sobre o fluxo de ar para o resfriamento dos freios dianteiros e para os radiadores principais do motor, e também com o balanço aerodinâmico do carro com o DRS traseiro também acionado”, frisa o também engenheiro Evandro Flesch. “O carro já costumava ficar com o balanço aerodinâmico dianteiro demais com a asa aberta, com a traseira perigosamente leve por vezes, e com os flaps duplos na frente e a asa traseira mais alta, o efeito seria ainda mais pronunciado”, explica.

Os possíveis percalços da adoção do novo sistema, porém, foram driblados em poucas semanas antes da prova, disputada no último dia 2 de outubro. “Modificamos alguns detalhes das carenagens e instalamos o sistema de pivotamento pneumático dos flaps no meio do bico. O sistema é simples, leve e seguro”, destaca Flesch. “Nos treinos e na corrida, funcionou perfeitamente. Mesmo quando abandonamos após uma batida lateral, o DRS seguiu funcionando. Para um desenvolvimento rápido, com pouquíssimo treino entre as provas, consideramos um grande sucesso”, encerra Fetter.

Até aqui, o Sigma P1 G3, mais recente versão da máquina da equipe para provas de longa duração, acumula três provas disputadas, com um quarto lugar na classificação geral e um segundo lugar em sua categoria, a P1, principal entre os protótipos no Endurance. O próximo compromisso da equipe será na penúltima etapa do campeonato, no dia 27 de novembro, no autódromo de Santa Cruz do Sul (RS).

Written by Fernando Rhenius
Jornalista formado pela Universidade do Vale do Itajaí - Univali. Mantem o site Bongasat.com.br desde 2009 de forma independente. Acredita que a informação, precisa ser divulgada de forma rápida, para que o leitor possa criar seu ponto de vista, e fugir de ostracismos e "especialistas" que povoam a imprensa automobilística no pais.