Oreca e Onroak Automotive, ampliam domínio no WEC e IMSA

Dos 10 protótipos da classe LMP2 do WEC, 10 são da Oreca. (Foto: Alexis Goure)

Dos 10 protótipos da classe LMP2 do WEC, 10 são da Oreca. (Foto: Alexis Goure)

A divulgação das listas de inscritos do WEC, Le Mans e ELMS, revelaram algo que já era implícito nos bastidores. O domínio da Oreca e Onroak Automotive no cenário do endurance mundial.

Os números do WEC, não mentem. Todas as equipes da classe LMP2, irão alinhar um Oreca 07.  Por outro lado, o Ligier JS P3, foi o protótipo mais vendido, e vai dominar a classe LMP3 no ELMS. Este domínio se estende, pelas várias parceria da ACO ao redor do mundo. IMSA, campeonato britânico de protótipos e VdeV.

Na contramão, Dallara e Rilley, confirmaram poucos protótipos. A Dallara, está em melhor situação, pois firmou parceria com a GM, e está presente na IMSA pelas mãos da Action Express e Wayne Taylor Racing. Com vários LMP2 em 2016, a Onroak, viu sua participação, ser diminuída em 2017. Por outro lado, está lado a lado da Nissan com um DPi na IMSA.

O mercado americano

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Onroak estreou Ligier JS P217 nas 24 horas de Daytona. (Foto: Onroak)

 

Jacques Nicolet, dono da Onroak, em entrevista ao site endurance-info, comenta a logística em torno do Ligier JS P217 e o Nissan DPi, que estrearam nas 24 horas de Daytona. Pelos lados do WEC, o domínio da Oreca, não é algo que preocupa sua organização.

“Nós temos agora um suporte ao cliente eficaz através do meu filho Pierre. O povo de Crawford (base da Onroak localizada no Texas) são de uma qualidade incrível. Eles vão dar um suporte ao cliente rápido e com eficiente. A implementação foi complicada no começo, mas tudo acaba funcionando ao longo do tempo. Temos um estoque de peças no local e vários Ligier JS P3 já estão nos Estados Unidos. Vendemos carros que não estão envolvidos especificamente na nova liga. O suporte ao cliente está também acompanha as equipes LMP2 e DPI “.

Nissan DPi, enfrentou problemas no motor na abertura da IMSA, nada que desabone o projeto da Onroak. (Foto: Onroak Automotive)

Nissan DPi, enfrentou problemas no motor na abertura da IMSA, nada que desabone o projeto da Onroak. (Foto: Onroak Automotive)

Sobre o domínio da Oreca. “Nós vendemos carros para os clientes que decidem ao campeonato de sua escolha. Não há nenhum segredo sobre a distribuição. Tudo é uma questão de orçamento. Várias equipes que confiam em nós, que não tiveram orçamento para chegar no WEC. Estou muito feliz por ter um Ligier no ELMS. Não posso pedir as equipes para encontrar o dinheiro para ir no FIA WEC. O número de chassis vendidos, está além das nossas expectativas. Devemos ter quinze carros em diferentes campeonatos. Este é o dobro do que nós imaginávamos em nosso plano de negócios para o primeiro ano.”

Assim como seu Nicollet, Hugues de Chaumac, acredita que a Oreca vai desempenhar um bom papel nos EUA. É sempre um prazer estar em Daytona. Este é um lugar fantástico e simbólico. Daytona é um dos mitos de Endurance. Com Oreca, temos grandes memórias deste o tempo Viper. 2017 marca o início de uma nova era com o P2 e o DPi.”

Sobre um possível imediatismo dos chassis LMP2 e DPi em Daytona: “Todo mundo está no mesmo barco. Equipes apresentaram seus carros com um pouco de pressa. Nem tudo estava 100% pronto. Em espírito, eu não gosto disso. Nós temos três equipes que nos confiaram.”

Por conta do BoP, que claramente favoreceu os DPi, Daytona viu os Oreca 07 em posições secundárias. (Foto: Oreca)

Por conta do BoP, que claramente favoreceu os DPi, Daytona viu os Oreca 07 em posições secundárias. (Foto: Oreca)

Chaunac, afirma que uma parceria DPi, não está descartada. “Estou confiante. Oportunidades atraentes estão sob consideração. A probabilidade de Oreca desenvolver um DPi para a próxima temporada é forte. Nós não queremos nada neste ano. O princípio da DPI é bom, pois permite que os fabricantes trabalhem com um orçamento razoável. O conceito é bom.”

Com todas as equipes do WEC, competindo com seu protótipo na classe LMP2, o presidente da Oreca, argumenta, que isso é resultado do bom trabalho de desenvolvimento do Oreca 07. “Por um lado, nós amamos a concorrência, por isso é um lamento ver somente chassis Oreca nesta temporada do WEC. No entanto, não sabemos de todos os elementos. Isto é muito importante para nós e para a LMP2, ter diferentes fabricantes. Por outro lado, a Oreca fez um grande trabalho para ter o melhor carro. A nossa oferta é atraente. No plano econômico, temos de estar vigilantes.”

Protótipos LMP1

Os dois fabricantes são cautelosos com seus projetos para a principal classe do Mundial de Endurance. Seria uma inverdade, acreditar que nenhuma das duas empresas, não possuem projetos para ofertar, a possíveis clientes.

Sendo 2017, um ano de esperar para os novos regulamentos que entram em vigor a partir de 2018, uma expectativa sobre Oreca e Onroak, na classe LMP1, estão depositada em 2018. “Continuamos atentos para a classe LMP1 privada. É necessário encontrar parceiros e um fabricante para a parte mecânica. coisas que queremos fazer da melhor forma possível. O projeto está bem avançado e as regras estão confirmadas por um período considerável. Temos muitos problemas para lidar agora. Para iniciar este projeto, é necessário que sejam preenchidas todas as condições. Se formos para a LMP1, aplicamos a mesma receita que fizemos com os LMP3. É fazer um projeto vencedor.” Salienta Jacques Nicolet.

Oreca desenvolveu o Rebellion R-One para a classe LMP1 do WEC. (Foto: Rebellion Racing)

Oreca desenvolveu o Rebellion R-One para a classe LMP1 do WEC. (Foto: Rebellion Racing)

O mesmo argumento é sustentado por Chaunac. “Oreca, de alguma forma iniciou o LMP1 privado com o Rebellion R-One. Há claramente um projeto,  mesmo que por agora todo mundo esteja olhando para a LMP2. Em paralelo a uma reflexão sobre o chassi, olharmos para o que pode ser feito sobre o motor. Temos feito um bom trabalho com a Nissan, quando esta competia na LMP2. Temos de acompanhar o desenvolvimento das regras. É importante que o LMP1 privado, não canibaliza os LMP2. Não se pode pensar que a classe tenha seis ao invés de dez. A ACO está ciente desse parâmetro.”

“É preciso um novo conceito de LMP1, mais barato do que um protótipo híbrido, e de um privado. Algo inspirado no que feito com os DPi. Devemos reinventar algo para 2019. O mercado que a ACO abriu é bom, estou bem ciente de que a solução não é óbvia.”

Onroak domina mercado LMP3 com seu Ligier JS P3. (Foto: Onroak Automotive)

Onroak domina mercado LMP3 com seu Ligier JS P3. (Foto: Onroak Automotive)

Para Pierre Fillon, presidente da ACO, o fato da classe LMP2, ter apenas protótipos Oreca não reflete qualquer predileção por parte da entidade. “Eu realmente acho – eu não diria que é uma coincidência, não é a palavra certa – mas isso não reflete a realidade”, disse ao Motorsport.com. “Este ano, acontece ser apenas Orecas no WEC, mas se você olhar para as 24 Horas de Le Mans ou ELMS, você vê que há muitos Ligiers, há Dallaras. Eu acho que tudo isso, faz parte do primeiro ano, mas eu não acho que o fato de que há apenas Orecas no WEC tem um significado particular.”

Quando questionado sobre o fato da Alpine, estar na classe LMP2, e não na P1, o dirigente foi político. “Alpine não faz carros”, disse ele, “assim quando eles voltaram para a P2, eles não fizeram carros e não poderíamos considerá-los como um construtor. É por isso que os aceitamos sua inscrição na classe LMP2. Sabemos que o chassi ainda é um Oreca ou qualquer outra coisa. Caso Alpine não produza carros, eles serão autorizados a correr na P2.”

“É óbvio que no dia em que produzem carros, as regras terão de ser aplicadas”.

 

Written by Fernando Rhenius
Apaixonado pelo automobilismo, seja ele real ou virtual. Me envolvi com o Endurance há muito tempo e desde 2009 tento, levar um pouco de informação e conhecimento sobre uma das principais categorias do automobilismo.

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