“Não tínhamos o mesmo ritmo do Alpine do Negrão”, comenta Bruno Senna após terceiro lugar em Austin

(Foto: Divulgação)

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Bruno Senna reduziu um pouco mais a diferença para os líderes, conservou a segunda colocação ao lado do parceiro Julien Canal e manteve vivas as chances de título na classe LMP2 depois de conquistar sábado em Austin o 3º lugar nas 6 Horas do Circuito das Américas, sexta etapa do Campeonato Mundial de Endurance – FIA WEC. Foi um dia histórico para o automobilismo brasileiro, que viu ainda seus representantes ocuparem todos os degraus do pódio da categoria, já que André Negrão integrou o time vencedor ao lado de Nicolas Lapierre e Gustavo Menezes, enquanto Nelsinho Piquet terminou em 2º no trio completado por Mathias Beche e Daniel Heinemeier Hensson.

Restando três corridas, a próxima marcada para 15 de outubro em Fuji (Japão), Bruno e Canal roubaram mais três pontos da vantagem de Ho-Pin Tung, Oliver Jarvis e Tomas Laurent, quarto colocados no Texas e que agora comandam a classificação com 130 pontos contra 110 dos dois pilotos do Oreca-Gibson número 31 da Rebellion Racing – Nicolas Prost, o terceiro, não correu em Nurburgring e ocupa o 5º lugar com 92. Com 81 pontos ainda em jogo, a disputa está distante de uma definição.

Bruno, no entanto, disse que as chances de repetirem a vitória de duas semanas atrás no México pareceram viáveis. “Não tínhamos o mesmo ritmo do Alpine do Negrão, mas estávamos compensando na estratégia. Infelizmente, nossa prova foi complicada numa entrada do safety car e depois por um problema durante o pit stop do Canal. Perdemos cerca de um minuto que acabou fazendo toda a diferença”, explicou, depois de descer do quinto pódio da temporada de estreia da Rebellion na LMP2.

André Negrão, paulista de Campinas, conquistou a primeira vitória no Mundial de Endurance. Ele cumpriu o turno inicial com o Alpine A470-Gibson da Signatech Matmut e viu da mureta dos boxes o companheiro Gustavo Menezes receber a bandeirada depois de 177 voltas, uma a mais que os três carros seguintes. A corrida voltou a mostrar a conhecida competitividade da LMP2, a mais equilibrada das quatro do Mundial de Endurance, com a alternância de líderes e a segunda colocação sendo decidida em favor do segundo time da Rebellion Racing pela escassa margem de três segundos.

Written by Fernando Rhenius
Apaixonado pelo automobilismo, seja ele real ou virtual. Me envolvi com o Endurance há muito tempo e desde 2009 tento, levar um pouco de informação e conhecimento sobre uma das principais categorias do automobilismo.