McLaren quer a unificação das classes DPi e Hypercar

(Foto: Divulgação)

A McLaren deu novos indícios de que pode migrar para o endurance nos próximos anos. Não é de hoje que a equipe flerta com o WEC e as 24 Horas de Le Mans, mas sempre foi reticente com os regulamentos e os custos da classe LMP1 e agora os Hypercars.

De acordo com o diretor da McLaren Racing, Zak Brown, que também é dono da United Autosports, as chances do fabricante retornar ao endurance, só acontecerá caso exista uma plataforma única que aceite os DPi 2.0, assim chamados por conta dos sistemas híbridos e os novos LMH. 

A escolha pelos modelos que competem na IMSA, nos EUA, é mais barata, já que utilizam chassi de protótipos LMP2, bastando apenas o fabricante desenvolver o layout da carroceria e a motorização. Os novos DPi estarão na pista nem 2022. 

Durante a etapa do Bahrein, neste sábado, 14, Brown, afirma que a unificação é a melhor saída para que a categoria consiga novos fabricantes. “Se podemos criar uma série global de carros esportivos de Hypercar / DPi 2.0, ou o que você chamar, acho que é uma grande vitória para corridas de carros esportivos em todo o mundo, por isso sou muito favorável ao alinhamento de IMSA e ACO em torno de um ponto comum”, disse Brown.

“Nossa maior preocupação são os orçamentos atuais. Agora temos um ótimo programa na América do Norte com a IndyCar, então onde realmente queremos estar é o Campeonato Mundial de Endurance”. 

Questionado, Brown, disse em entrevista ao site Sportcar365, que a McLaren não tem planos de construir um Hypercar. Os custos giram em torno dos US $40 milhões, algo fora da realidade para o fabricante. 

“Como eles existem hoje, acho que lutaríamos para chegar lá economicamente”, disse Brown. “Eu tenho que ser realmente responsável por assumir, especialmente com a Fórmula 1, que levará alguns anos para reduzir suas perdas”. 

“Portanto, não posso entrar em nenhuma nova forma de corrida de automóveis no curto prazo que possa resultar em qualquer perda significativa”.

A ideia do dirigente é disputar o Mundial de Endurance e provas selecionadas na IMSA. “A prioridade seria no WEC, mas se pudermos entrar em Daytona, Sebring, Petit e depois ver a gente tendo [equipes de clientes na IMSA]”, disse Brown. “Então eu definitivamente podia nos ver tendo um programa IMSA. Se fosse um programa completo, talvez fosse um pouco dependente de patrocínio, mas eu anteciparia que se houvesse uma plataforma global em que você veria a McLaren competindo no WEC e no IMSA”. 

Ele afirma que a unificação teria que representar os valores que a McLaren adota e sua tecnologia. “Mecanismo de estilo, caixa de câmbio, programa híbrido, temos a mente aberta”, disse Brown, que sugeriu que a McLaren Applied Technologies fizesse um contrato de fornecimento do sistema híbrido para a classe DPi 2.0. 

“O que não nos interessa é a fórmula atual do DPi. Acho que não podemos colocar DNA McLaren suficiente naquele carro. Acho que para onde o DPi 2.0 está tentando ir…Todo mundo está tentando se comprometer em como manter os orçamentos baixos e competitivos, o que a IMSA fez muito bem”, finalizou. 

 

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6 meses ago
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Written by Fernando Rhenius
Jornalista formado pela Universidade do Vale do Itajaí - Univali. Mandem o site Bongasat.com.br desde 2009 de forma independente. Acredita que a informação, precisa ser divulgada de forma rápida, para que o leitor possa criar seu ponto de vista, e fugir de ostracismos e "especialistas" que povoam a imprensa automobilística no pais.