Ford e Bentley não pensam em LMP

Bentley testa opções e só. (Foto: Divulgação)

Bentley testa opções e só. (Foto: Divulgação)

Nos últimos dias uma velha notícia voltou a povoar os sites especializados em Endurance. A Bentley, que pertence ao grupo VW e que já tem Audi e Porsche com seus programas no Endurance, cogitou um programa na futura classe DPI da IMSA.

“Isso é o que temos dito, é em fase de avaliação“, disse o diretor da Bentley Motorsport Brian Gush ao site Sportscar365. “Nós pensamos que é uma boa série. Nós gostamos da série e estamos olhando para ela, mas não fizemos uma decisão. “

O boato ganhou corpo após dirigentes da montadora estarem nos boxes durante as 24 horas de Daytona e conversando com dirigentes da IMSA. “O progresso que foi feito tem sido nos regulamentos, tudo está se tornando um pouco mais claro”, disse ele. “Mas ainda há muita coisa acontecendo.”

Gush confirmou que Bentley está a realizando um estudo de viabilidade com seu motor V8 biturbo, que deverá ser instalado em um Ginetta LMP3 para testes na pista em breve. No entanto, ele ressaltou que não é nada fora do comum para qualquer tipo de avaliação do programa.

“Isso é parte dos regulamentos”, disse ele. “IMSA disse que favorecem motores GT3. Obviamente, como engenheiros, temos que testar. Não podemos ficar parados. Nós estamos apenas olhando para as nossas opções. “

Ford acredita que programa LMP para a marca é desproporcional neste momento

Equipe mal acabou de estrear e já falam em um LMP. (Foto: Ford Performance)

Equipe mal acabou de estrear e já falam em um LMP. (Foto: Ford Performance)

Outra montadora que também foi alvo de especulação foi a Ford. Após estrear em Daytona se especulou um possível programa LMP, que foi veementemente negado por dirigentes da equipe.

“Se tivéssemos recursos ilimitados, seria ótimo para ir lá e desenvolver tecnologias pouco usuais nos EUA. Mas isso não é a nossa realidade”, disse Dave Perciak ao site Sportscar365.

Desde 2014 a Chip Ganassi vem desenvolvendo o motor V8de 3.5 litros EcoBoost para equipe a versão GTE do Ford GT. “Nós dissemos que íamos usar o motor em um protótipo como desenvolvimento para o  Ford GT, então isso faz sentido”, disse ele.

“Tem que ser um uso específico direcionado para nós e, em seguida, podemos usá-lo para isso. Mas se isso não é uma utilização específica, não estamos interessados. E o motor é um grande exemplo de uma utilização orientada “.

Também se falou em um programa da Ford na futura classe DPI, o que também foi negado pelo dirigente. “Eu acho que se você olhar para a classe LMP1, são carros leais as novas tecnologias . Porém muitas dessas tecnologias ainda são bastante incomuns para utilizarmos em nossos veículos de produção em série.” disse ele.

“Podemos gastar um monte de dinheiro fazendo uma tecnologia que pode nunca ver a luz do dia em um veículo de passageiros normal”

“Ou você pode fazer o que estamos fazendo, que é investir em uma área onde podemos desenvolver novas tecnologias que – em um curto período de tempo, usar eu um carro de série, além de se beneficiar da economia de combustível e aerodinâmica leve. Torná-lo em um veículo de passageiros e, finalmente, beneficiar a economia de combustível e aerodinâmica leve”.

Não se sabe a real extensão do programa GT da Ford, já que o seu modelo de rua ainda não começou a ser produzido. Segundo estimativas serão produzidos 250 carros por ano.

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5 anos ago
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Written by Fernando Rhenius
Jornalista formado pela Universidade do Vale do Itajaí - Univali. Mandem o site Bongasat.com.br desde 2009 de forma independente. Acredita que a informação, precisa ser divulgada de forma rápida, para que o leitor possa criar seu ponto de vista, e fugir de ostracismos e "especialistas" que povoam a imprensa automobilística no pais.

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