Diretor da Toyota estranha “lentidão” da Rebellion durante treino classificatório

Equipe suíça conquista primeira pole no WEC. (Foto: Divulgação)

A Rebellion Racing conquistou na madrugada deste sábado, sua primeira pole no Mundial de Endurance, na China. Gustavo Menezes e Bruno Senna tiveram o tempo combinado de  1:45.892 com o Rebellon R13 #1. Em segundo lugar aparece o Ginetta pilotado por  Mike Simpson e Charlie Robertson com uma diferença de 1,2 segundos. 

Em terceiro aparece o Ginetta #7 de Ben Hanley e Egor Orudzhev. O melhor Toyota foi o #7 que ficou na quarta colocação. Foi a primeira vez desde a etapa do Bahrein de 2017, que o time japonês não conquista o melhor tempo nos treinos classificatórios. 

O tempo combinado de Mike Conway e Kamui Kobayashi foi de 1:47.235; uma diferença de 1,343 segundos para o Rebellion. A pole do #1 foi segunda de um protótipo não-híbrido. A primeira foi em 2012, na primeira corrida do WEC, em Sebring.

Treino classificatório Xangai

Velocidades máximas 

A diferença de performance dos dois Toyota é evidente quando se compara a velocidade máxima dos protótipos. O mais rápido foi o Ginetta #9 com máxima de 314,9 Km/h. O Toyota #8 aparece em 12º lugar com 289,5 Km/h de máxima. 

Apesar da satisfação de um resultado que não vinha desde a campanha que lhe deu o título na classe LMP2 em 2017, Bruno Senna não se mostrou surpreso. “Acho que foi mais ou menos o que a gente tinha planejado. Acreditávamos que tínhamos alguma vantagem sobre as demais, e foi mais ou menos por aí, graças também às boas voltas que acertamos”, disse o brasileiro. 

Diretor da Toyota estranha “falta” de performance da Rebellion

Mesmo realizando um treino dominante, a Rebellion poderia ter ido mais rápida, é o que sugere o diretor da equipe Toyota, Pascal Vasselon.

“Do nosso lado, era exatamente o que esperávamos, porque estávamos prevendo uma perda de aproximadamente quatro segundos, o que tivemos”, disse Vasselon em entrevista ao site sportscar365.com. “Somos muito bons em prever nossa dor.No ano passado, estávamos em 42,6, desta vez em 46,5, mais ou menos onde esperávamos estar”. analisa. 

“A surpresa é que a Rebellion está lenta. Não deveríamos ter realmente desafiado a Rebelião e a Ginetta. No ano passado, eles nos desafiaram com tempos de volta muito rápidos. Fizemos 42,6 e eles fizeram 42,8. Desde o ano passado, eles receberam 37 kg de lastro, que normalmente é de 0,9 segundo, muito bem definido”.

“Eles deveriam estar em 43 alto ou 44 baixo. Não temos explicação de como eles podem ter 46. A diferença para o LMP2 é simplesmente incrível. No ano passado, eles foram 5,6 segundos mais rápidos que o melhor P2. Este ano, estão 2,3 segundos mais rápidos. É simplesmente inacreditável. Eu não consigo entender como a Rebellion Pode ser tão lenta”, finalizou.

Written by Fernando Rhenius
Apaixonado pelo automobilismo, seja ele real ou virtual. Me envolvi com o Endurance há muito tempo e desde 2009 tento, levar um pouco de informação e conhecimento sobre uma das principais categorias do automobilismo.

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