Campeonato mundial de endurance… isso pega?

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Semana passada o mundo do endurance ficou estarrecido com a noticia da criação de um campeonato “mundial” em conjunto com a FIA. A mesma FIA que nos anos 90 acabou com o mundial de marcas para privilegiar a F1. Na época a maioria dos construtores acabou migrando para a categoria do Sr. Eclestone mas com o passar do tempo a chatice que envolveu a F1 com seus jogos de equipe e o domínio da Ferrari no começo dos anos 2000 fez o endurance voltar a crescer.
Tanto ALMS quanto LMS além é claro das 24 horas de Le Mans tem seu crescimento com grids superando fácil 45 carros tudo indicava que a ACO estaria indo pelo caminho certo… mas chegou a FIA.
O mundial da FIAGT ano após ano vem perdendo equipes para a LMS. Tentando não perder mais terreno por meio da SRO empresa que organiza da FIA GT foi criada a Blancpain Eudurance Series. Com provas de 4 horas com carros da classe GT2 e GT3. O campeonato teve um sucesso mediano, mesmo com um grid cheio e com uma grande variedade de marcas que supera fácil as marcas que competem na LMS. Porém o que a FIA e a SRO nunca tiveram foram equipes “oficiais”. Ferrari, Porsche seriam o grande sonho de consumo da FIA que mesmo não estando diretamente ligadas as equipe são consideras equipes de fábrica.
Assim com BMW, Corvette, Toyota em parceria com a Rebellion, Lotus, Spyker que anunciou um novo modelo para 2012, Corvette. Além é claro de Aston Martin, Audi e Peugeot. Mesmo estes dois últimos dominando as corridas é mas interessante ver uma equipe oficial do que pequenas equipes.
Pensando por esse meio a FIA resolveu agir e em conjunto com a ACO criando o World Endurance Championship. Ficou acordado que o campeonato será de responsabilidade da ACO e tem como base o ILMC desde ano com 7 etapas com as provas tendo  uma duração mínima de 6 horas. Sebring, Petit Le Mans e Le Mans continuarão  com 12, 10 e 24 horas respectivamente. As datas serão confirmadas pelo conselho mundial que é realizada em Outubro. As etapas em conjunto com a LMS estão confirmadas.
Estarão em jogo vários títulos como: Campeonato do mundo do Endurance, Campeonato de pilotos, Campeão das copas GTE-PRO e LMP2, e Troféu FIA GTE-AM. Os regulamentos técnicos serão os impostos pela ACO este ano (2011/2013). A organização das 24 horas será exclusivamente feita pela ACO o que garante que a prova terá de fato 24 horas. De fato a ACO será responsável por tudo e eu me pergunto o que a FIA ganha com isso? Mais um campeonato sob sua chancela.
E vou além a FIA sempre teve medo do endurance pois nos anos 90 a quantidade de fabricantes envolvidos era imensamente maior do que os que participavam da F1. A ACO também ganha visibilidade e é esperado uma maior participação nas transmissões de TV pois bem ou mal a ACO só é conhecida por quem realmente acompanha o campeonato.
E as equipes? Terão que gastar mais com os deslocamentos? Poderão permanecer em suas classes? Várias equipes estão receosas mais pelo fato da FIA estar envolvida do que pelo futuro do campeonato. Para os times grandes será mais uma oportunidade para vender seu peixe além é claro de buscar novos patrocínios.
Sou um tanto quanto cético quando o assunto é a FIA mas vamos ter mais detalhes no decorrer do ano, até lá é rezar para a entidade máxima do automobilismo não estragar mais uma vez o endurance.
Published
8 anos ago
Comments
2 Comments
Written by Fernando Rhenius
Apaixonado pelo automobilismo, seja ele real ou virtual. Me envolvi com o Endurance há muito tempo e desde 2009 tento, levar um pouco de informação e conhecimento sobre uma das principais categorias do automobilismo.

2 comments on “Campeonato mundial de endurance… isso pega?

    • Fico realmente feliz que tudo o que falei e o meu prognóstico negativo não se confirmou. Existe sim uma política negativa por conta de Bernie Ecclestone para desqualificar a série, como já fez na época do grupo C.
      Não confiava e continuo não confiando na FIA. Se não fosse a ACO sendo A ACO com certeza o espírito de Le Mans não estaria presente no atual mundial e as 24 horas de Le Mans poderiam ser apenas as 6 horas de Le Mans como se cogitava fazer no final dos anos 90 por conta dos poucos carros e pela bagunça do regulamento e principalmente o descrédito dos construtores.

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