12 horas de Sebring – Quando o mais do mesmo é bom, com uma grande dose de amadorismo.

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Finalmente aconteceu. O ano automobilismo do endurance deu seu pontapé inicial neste final de semana em Sebring. Para muitos a vitória da Audi era fato consumado bastando apenas saber qual dos três carros seria o grande vitorioso. Dentro da equipe existia uma grande briga os jovens dos carros #1 e #3 e os veteranos do carro #2. Torci pelo carro da trinca McNich, Capelo e Kristensen para mim o melhor conjunto do endurance dos últimos tempos. Alan é o “matador” do trio. Rápido, desafiador. Capello é cerebral consegue manter o carro na mesma posição que os outros dois deixaram e claro Kristensen, extremamente veloz.

A vitória foi merecida pelo jeito que ela veio, na base da estratégia com paradas antecipadas e é claro não tendo adversários diretos já que nenhum carro fez frente aos R18. Este campeonato tem tudo para ser uma disputa entre estes três trios nos mesmos moldes da Chevrolet no WTCC. Resta saber se o R18 híbrido estará competitivo e no mesmo nível do R18 “normal” em SPA.

LMP2 da Starworks surpreendeu a todos com o 3º lugar no geral e primeiro na sua classe.

LMP2 da Starworks surpreendeu a todos com o 3º lugar no geral e primeiro na sua classe.

 
Outra coisa que me chamou a atenção neste corrida foram as bandeiras amarelas. Quem acompanha o automobilismo americano sabe que qualquer coisa é motivo para tal artifício mas nesta edição o erros foram grosseiros. Culpa de quem? Da pista esburacada? Da quantidade recorde de carros? Não a única culpa foi da inexperiência dos pilotos “amadores”. Mais da metade dos acidentes por erro humano foram feitos por pilotos da classe GTC e LMPC que na grande maioria comprar o carro pronto juntam 4 ou 5 mecânicos e vão para a pista. Nem na GTBrasil aonde o nível dos pilotos também é crítico não se vê tanta barbeiragem. A ACO e ALMS deveria fazer uma melhor seleção antes de competições deste nível. Fiquei pensando qual seria a reação de Jean Todt quando via os acidentes infantis. Na Europa também existem pilotos “amadores” mas o nível é bem melhor. É só aguardar a etapa de SPA e as provas da ELMS.
 
Na última curva deu BMW na GTE-PRO

Na última curva deu BMW na GTE-PRO

Tirando a morosidade das bandeiras amarelas a prova foi tranquila. Sem grandes disputas na LMP1 o que se viu foi um teste para a Audi e uma corrida aparte para os demais. O terceiro lugar no geral foi do #44 HPD ARX-03b do trio Potolicchio / Danziel / Sarrazin da estreante Starworks Motorsports que no começo do ano foi vice campeã das 24 horas de Daytona anunciou sua entrada no mundial de endurance. Não foi uma vitória fácil já que o #055 da Level 5 com o mesmo equipamento HPD do trio Tucker / C.Bouchut / Barbosa brigaram praticamente durante toda a prova. Em terceiro com uma volta de diferença o #24 da OAK Racing com Nicolet / Lahaye / Ola que não conseguiu fazer frente ao fabricante Japonês.
 
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#88 honrou o fabricante Alemão na GTE-AM

Em “terceiro” na classe P1 o #16 da equipe Pescarolo com o trio Collard / Boullion / Jousse apenas completou a prova e se valeu da desgraça alheia. Não que isso fosse um problema pois equipes “maiores” como Dyson Racing (que chegou em 4º) e Strakka Racing (em 5º) deveram pequenos deslizes pelo caminho. Em quase todas as seções de treinos o HPD da Muscle Milk se mostrou superior e tinha como certo o primeiro lugar entre os protótipos a gasolina mas o bocal da bomba de combustível resolveu não abrir dificultando a entrada de líquido precioso. Abandonou mas a disputa pela liderança da ALMS com o carro da Dyson promete ser boa. Vale também destacar o bom desempenho do #22 da JRM Racing que também correu com HPD e disputava liderança dos P1 a gasolina com a Muscle Milk e poderia ter ganho se não fosse um pneu furado.

Na classe LMPC uma das causadoras de tantas bandeiras amarelas o vencedor foi o #06 da equipe CORE AutoSport com o trio Popow / Viso / Friselle. Em segundo o #52 da PR1/Mathiasen Motorsports do trio Leitzinger / Dobson / Junco.

Entre os GTs que foram o destaque da prova a “nova ordem” não leva mais o nome de Ferrari e Porsche. A prova começou com uma vantagem formidável da Ferrari #59 pilotada pelo brasileiro Jaime Melo que ia bem até se envolver em um acidente com um dos carros da LMPC. Até tentou voltar mas acabou abandonando. O azar rondou o fabricante Alemão que antes da largada perdeu seu principal lutador o #45 da equipe Flying Lizard que se chocou com outro carro. 

#06 da Core Autosports ganhou entre os LMPC

#06 da Core Autosports ganhou entre os LMPC

Restou Corvettes e BMW que monopolizaram as primeiras posições Na GTE-PRO durante grande parte da prova. No final como manda o figurino a vitória ficou com o #46 do trio Hand / Summerton / Mueller que definiu na última curva da última volta sob o Corvette #03 Magnussen / Garcia e Taylor.  Em terceiro e se valendo das bandeiras amarelas chegou a Ferrari #71 de Bertollini / Cioci / Beretta.

Já na GTE-AM a vitória caiu no colo do Porsche #88 da Team Ferbermayr-Proton depois que o Corvette da Larbre Competition enfrento problemas no finalzinho da prova. Em segundo e terceiro os dois carros da Larbre. Na classe GTC O #023 e #022 ambos da Alex Job Racing fizeram a dobradinha. Em terceiro o #66 do trio LeSaffre / Faulkner / Bleekemolen.

#23 da Alex Job fatura entre os GTC.

#23 da Alex Job fatura entre os GTC.

Enfim uma grande prova. a próxima etapa do WEC será no dia 5 de Maio com as 6 horas de SPA, que marca a estréia do Audi R18 híbrido, Toyota TS030 e o Dome da equipe Pescarolo. Os novos carros da equipe Rebellion também estão programados para fazer sua estréia. Será outra pela prova.
 
 
Published
8 anos ago
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ALMS
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Written by Fernando Rhenius
Jornalista formado pela Universidade do Vale do Itajaí - Univali. Mandem o site Bongasat.com.br desde 2009 de forma independente. Acredita que a informação, precisa ser divulgada de forma rápida, para que o leitor possa criar seu ponto de vista, e fugir de ostracismos e "especialistas" que povoam a imprensa automobilística no pais.

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